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Cuba diz que não houve mudança em embargo dos EUA

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou, nesta quarta-feira, que não houve mudança no embargo comercial imposto a ilha pelos Estados Unidos e acusou o presidente americano, Barack Obama, de não fazer o suficiente para suspender as sanções contra o país caribenho. Obama foi um presidente eleito sobre a base da mudança.

BBC Brasil |

Onde está a mudança? Onde está a mudança do bloqueio contra Cuba?", afirmou o chanceler durante uma coletiva de imprensa em Havana.

Na segunda-feira, a Casa Branca anunciou que Obama havia prorrogado por um ano o embargo comercial imposto a Cuba em 1963.

Desde que assumiu a Presidência, Obama fala em "renovar" as relações com a ilha e já tomou medidas nessa direção, como o relaxamento das restrições de viagens impostas aos cubano-americanos e das normas para envio de remessas à ilha.

Apesar disso, Obama insiste que, como os presidentes americanos anteriores, ele apenas vai considerar a suspensão completa do embargo se o governo comunista de Cuba tomar medidas como a realização de eleições democráticas.

Rodríguez afirmou que Cuba não estaria disposta a fazer concessões e que o sistema político do país não está aberto a negociação.

"O bloqueio é unilateral e deve ser suspenso unilateralmente", afirmou.

Custos
O chanceler apresentou dados de uma resolução contra o embargo que será entregue durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em outubro.

Segundo ele, o embargo afeta não apenas a macroeconomia do país, mas todos os aspectos da vida dos cubanos.

De acordo com Rodríguez, o prejuízo econômico provocado pelo embargo comercial dos EUA é de cerca de US$96 milhões e alertou que a "cifra chegaria a US$ 236 bi se os cálculos fossem feitos com base no câmbio atual".

Apesar disso, o chanceler afirmou que Obama tem se mostrado "como um homem bem intencionado, inteligente e um político moderno".

Ele reforçou ainda que Cuba está disposta a dialogar com o país, "em condições igualitárias".

"Obama tem a oportunidade histórica de usar suas faculdades executivas para modificar a imposição do bloqueio", afirmou Rodríguez.

Nos últimos 17 anos, a Assembleia Geral das Nações Unidas votou contra o embargo e apenas Israel apoia a política americana.

Todos os países latino-americanos já se pronunciaram a favor da suspensão do embargo.

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