Cuba demitiu ministro por abusar de viagens ao exterior

HAVANA (Reuters) - Cuba demitiu o ministro da Educação porque ele perdeu sua consciência revolucionária, além de atribuir a si méritos coletivos e abusar de viagens para países estrangeiros, disse o ex-líder Fidel Castro em um texto publicado na quarta-feira na imprensa local. A substituição de Luis Ignacio Gómez foi anunciada na terça-feira pela imprensa oficial, sem mais explicações.

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Fidel Castro, doente e substituído em fevereiro por seu irmão Raúl, disse em uma artigo publicado no jornal Granma, publicação do Partido Comunista, que Gómez foi consultado e aprovou a destituição.

'Tinha perdido a energia e a consciência revolucionária', disse o ex-presidente cubano.

Fidel disse que o ex-ministro viajou ao exterior mais de 70 vezes nos últimos 10 anos.

'Durante os três últimos (anos), viajava uma vez por mês, sempre com o pretexto da cooperação internacional de Cuba', escreveu.

Fidel Castro também criticou Gómez por atribuir a si méritos que, segundo o ex-presidente, eram coletivos.

'Por este e outros motivos, não se tem confiança nele; mais claro ainda: confiança nenhuma', acrescentou Fidel.

A destituição de Gómez é a primeira mudança deste tipo no governo do presidente Raúl Castro.

Gómes estava há quase 18 anos no cargo. Foi responsável pelo programa 'Yo, sí puedo', método cubano que ensina pessoas pobres a ler e escrever e foi copiado em vários países.

A nova ministra da Educação é Ana Elsa Velázquez, reitora do Instituto Superior Pedagógico Frank País, de Santiago de Cuba, segundo nota oficial publicada na terça-feira no Granma.

Ela é deputada do Parlamento (Assembléia Nacional).

(Reportagem de Esteban Israel)

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