O governo de Cuba concordou em retomar conversações com as autoridades americanas sobre a imigração de cubanos para os Estados Unidos, de acordo com o Departamento de Estado americano. Um funcionário do órgão que pediu anonimato disse neste domingo que Cuba enviou uma mensagem aceitando um convite recente dos Estados Unidos para o reinício do diálogo.

Ele acrescentou que o governo cubano também se disse disposto a cooperar com os Estados Unidos para a normalização do serviço de correios e para o combate ao narcotráfico e ao terror.

As conversações foram suspensas em 2003, depois que Havana se recusou a autorizar a saída de pessoas que tinham conseguido visto americano.

A notícia é dada em antecipação a uma visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a Honduras, para uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA). A readmissão de Cuba deve ser discutida no encontro, em San Pedro Sula, nos dias 2 e 3 de junho.

Em março, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, relaxou restrições a visitas de cubano-americanos à ilha e permitiu que eles enviem dinheiro para os familiares cubanos com mais facilidade.

Tornou-se mais fácil também enviar remédios e alimentos a Cuba.

A legislação reverteu regras impostas pelo governo do presidente americano George W. Bush, que limitou viagens a apenas duas semanas a cada três anos.

Recentemente, Obama indicou que vai abrir diálogo com os líderes cubanos. Mas ele disse que, como presidentes americanos anteriores, só vai considerar a suspensão total do embargo a Cuba se o país der passos significativos para a democratização. O embargo foi imposto em 1962.

O presidente de Cuba, Raúl Castro, disse que está disposto a negociar com o novo governante americano, desde que ele não apresente pré-condições.

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