Cuba concede liberdade condicional a médico opositor

Darsi Ferrer estava preso desde julho de 2009 por "atividades ilegais" e denúncia de agressão feita pelo vizinho

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Ferrer chega a tribunal antes de receber liberdade condicional
O governo cubano concedeu liberdade condicional ao médico opositor Darsi Ferrer nesta terça-feira, informaram seus familiares.

Desde julho de 2009, Ferrer, 40 anos, estava preso na penitenciária de Valle Grande, oeste de Havana. Ele foi condenado a um ano e três meses de prisão por atividades ilegais e agressão.

A esposa de Ferrer, Yusnaimy Jorge, comemorou a decisão das autoridades cubanas. "Ele está bem animado", afirma ela, contando que o marido foi acusado de compra ilegal de material de construção e de agredir um vizinho, o autor da denúncia. "Só queríamos reparar nossa humilde casa. Ele era inocente", declarou Yusnaimy.

Ao ser preso, Ferrer argumentou que os sacos de cimento e as vigas de ferro apreendidos pela polícia haviam sido cedidos por um amigo. Em abril ele fez uma greve de fome de três semanas para pedir "um julgamento justo" e atendimento médico.

Diplomatas da Suécia - que então presidia a União Europeia -, Alemanha, Grã-Bretanha, Hungria, e Polônia visitaram a família de Ferrer em agosto de 2009 para prestar solidariedade.

Ferrer, médico que não exerce a profissão por dedicar-se a atividades da oposição desde 1999, criou e dirige o Centro de Saúde e Direitos Humanos Juan Bruno Zayas, considerado ilegal.

A Anistia Internacional o incluiu em sua lista de 50 presos de consciência cubanos em fevereiro; em março, o Departamento de Estado americano concedeu a ele o prêmio 'Defensores da Liberdade' de 2009.

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Familiares de Ferrer comemoram decisão das autoridades cubana

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