Cuba começa a contar feridos e destruição por Gustav

Feridos leves, inundações, muros, árvores e postes de luz derrubados, casas e estradas destruídas: esse é um primeiro balanço da passagem do furacão Gustav, neste sábado, pelo oeste de Cuba, que ficou às escuras, de acordo com boletins da Defesa Civil.

AFP |

O panorama é desolador em cidades costeiras do sul da província de Pinar del Río e na Ilha de la Juventud, por onde o furacão passou hoje, com ventos de 240 km/h, assim como nos povoados do litoral de Havana, informa a imprensa local.

Pinar del Río, Ilha de la Juventud, Havana e Cidade de Havana, ficaram sem luz.

"Até o momento, não temos nenhum caso relatado de alguém que tenha perdido a vida", mas "temos vários feridos", declarou a presidente do Conselho Municipal de Defesa da Ilha de la Juventud, Ana Isa Delgado.

"É difícil imaginar, é uma situação muito complexa, muito difícil, porque os danos são numerosos", acrescentou Delgado, afirmando que algumas localidades da ilha estão incomunicáveis.

A Ilha de la Juventud, ao sudoeste de Havana, sofre inundações fortes em algumas zonas baixas, e as chuvas e os ventos fortes afetaram um setor do hospital provincial e algumas policlínicas.

Um correspondente da TV cubana na Ilha de la Juventud classificou a situação como "muito dramática" e "crítica", destacando que "reina um ambiente desolador, as imagens são impactantes" e que várias das empresas que ficam no litoral "estão debaixo d'água".

O correspondente relatou que os poderosos ventos derrubaram a torre da Companhia de Comunicações e que duas embarcações que estavam ancoradas no Porto de Nueva Gerona "estão no meio da cidade".

Em Pinar del Río, no povoado de Carraguao, Los Palacios, 100 km ao oeste de Havana, por onde o olho do furacão entrou para atravessar a ilha, várias casas ficaram destruídas, ou sem teto, ruas ficaram obstruídas, postes de luz foram derrubados, e cabos elétricos arrebentaram e estão soltos nas ruas.

A ferocidade de Gustav deflagrou rajadas de até 340 km/h, em Paso Real de San Diego, em Los Palacios, anunciou o Centro de Prognósticos de Meteorologia.

"Há danos consideráveis. É um momento muito difícil. Há alguns feridos em Los Palacios", disse Olga Tapia, presidente do Conselho de Defesa de Pinar del Río, onde povoados como Candelaria, San Cristóbal e Bahía Honda também foram, seriamente, afetados.

Na província de Havana, o furacão atingiu com força localidades da costa sul, provocando inundações, sobretudo, em Batabanó (a 70 km da capital) e Playa Cajío.

Em Cidade de Havana, os ventos causaram a queda de árvores e postes de luz, mas ainda não há relatos de feridos.

rd-mis/tt

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