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Cuba chama de provocação contra-revolucionária protesto de dissidentes

Havana, 21 abr (EFE) - Cuba qualificou de provocação contra-revolucionária o protesto que a organização Damas de Branco tentou realizar hoje em uma praça da capital cubana para exigir a libertação de presos políticos. Agentes da Polícia, do Ministério do Interior e outros à paisana retiraram à força, de um parque anexo à Praça da Revolução, cerca de 12 Damas de Branco, parentes dos 75 dissidentes condenados em 2003 a penas de até 28 anos de prisão. Elas foram levadas para casa dentro de um ônibus.

EFE |

Em comunicado lido no noticiário da televisão cubana sob o título "fracassa provocação contra-revolucionária", as autoridades disseram que um "reduzido número de elementos mercenários tentou realizar uma provocação grosseira e descarada".

A mensagem acrescenta que a intenção das mulheres era "pedir a libertação de contra-revolucionários punidos por atividades contra nosso povo e suas posições mercenárias e anexionistas".

"Imediatamente e espontaneamente, o incidente foi rejeitado pela população que a essa hora se dirigia a seus centros de trabalho e estudo", acrescenta a nota.

O comunicado acusou a congressista republicana americana Ileana Ross-Lehtinen de ligar para as Damas de Branco "com evidente propósito de ingerência" para estimular "estes grupinhos como justificativa para receber o financiamento concedido pelo Governo 'ianque'".

"Nem provocações nem patranhas mercenárias empregando métodos ordenados por seus amos 'ianques' reduziram a firmeza e vontade das atuais e futuras gerações cubanas", acrescentou o comunicado.

Essas gerações "trabalham para construir uma sociedade melhor, baseada na tradição independentista e antiimperialista com um projeto socialista, convencidos de que a história de usurpar-nos a independência obtida com tanto sangue não se repetirá jamais".

Berta Soler, uma das participantes do protesto, disse a jornalistas minutos antes de ser retirada do local que a intenção do grupo era permanecer na praça "o tempo que fosse necessário" para conseguir a libertação dos presos políticos.

Os integrantes do chamado "Grupo dos 75" completaram este mês o quinto aniversário das penas que receberam em juízos sumaríssimos, acusados de conspirar com os Estados Unidos, atentar contra a independência do Estado e destruir os princípios da revolução. EFE jlp/db

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