Cuba nunca retornará à Organização dos Estados Americanos (OEA), que é um pestilento cadáver e vetusto casarão de Washington, assegurou o jornal oficial Granma desta sexta-feira, no momento em que um grupo da organização tenta aproximar posições para uma possível reincorporação da ilha.

"Cuba não precisa da OEA. Não a quer nem reformada. Nunca retornaremos a esse vetusto casarão de Washington, testemunha de tantas vergonhas compradas e de tantas humilhações", ressaltou o Granma, no último de três artigos contra a organização.

"Há cumplicidade demais com a morte, com o genocídio e com a mentira para que a OEA sobreviva a estes tempos. É um cadáver político", acrescentou.

O Granma pediu que "o pestilento cadáver" seja "desmantelado", e que seja fundada uma nova organização de países latino-americanos e caribenhos, sem os Estados Unidos", o que considerou "a única" forma "possível para determinar seu destino sem pôr em perigo sua identidade".

Depois que uma primeira reunião na quinta-feira terminou sem acordo, um grupo de trabalho da OEA tenta nesta sexta-feira em Washington aproximar posições sobre uma possível reincorporação da ilha a essa organização, da qual foi suspensa em 1962 devido ao seu regime comunista, sob pressão dos Estados Unidos.

O grupo foi criado na quarta-feira para tentar obter um consenso antes da Assembleia Geral da OEA, que será realizada de terça a quarta-feira na cidade hondurenha de San Pedro Sula.

O presidente cubano Raúl Castro e seu irmão Fidel Castro, líder da revolução, rejeitaram taxativamente um retorno de Cuba à OEA.

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