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Cuba afirma que dissidentes são mercenários a serviço dos EUA

Havana, 24 abr (EFE).- O Governo cubano insistiu hoje em sua acusação de que os dissidentes são contra-revolucionários e mercenários a serviço de um plano subversivo dos Estados Unidos, do qual fazem parte as Damas de Branco, parentes de 75 presos políticos detidos em 2003.

EFE |

Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores cubano, publicado pela imprensa da ilha, toda oficial, critica outro emitido pelo Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Havana, que "lamentou" a repressão de uma tentativa de protesto das Damas de Branco na segunda-feira passada.

Para o Governo cubano, aquela tentativa de protesto pacífico de dez mulheres, pedindo a libertação de seus familiares presos, foi uma tentativa de "indivíduos contra-revolucionários de realizarem uma provocação grosseira e descarada nos arredores da Praça da Revolução".

Segundo o Ministério cubano de Exteriores, o comunicado do Escritório de Interesses dos EUA é "uma prova irrefutável da cumplicidade do Governo americano com a subversão" na ilha, ao se solidarizar "com os mercenários a serviço da superpotência imperialista".

O documento acusa os Estados Unidos "de fabricarem e promoverem estas e outras provocações contra-revolucionárias e as seguidas campanhas midiáticas contra Cuba".

Segundo a mensagem, os EUA "decidiram intensificar seu plano subversivo".

E, para isso, "somente entre 1996 e 2006 forneceram à contra-revolução interna 175 mil quilos de remédios, alimentos e roupas; mais de 23 mil rádios de onda curta; assim como milhões de livros, boletins e outros materiais informativos".

A nota atribui esses dados a um relatório publicado no dia 15 de novembro de 2006 pelo Escritório de Auditoria do Governo dos Estados Unidos (GAO). EFE am/db

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