O especialista cubano Rafael Pérez, diretor do Centro para o Controle Estatal da Qualidade dos Medicamentos (CECMED), alertou nesta sexta-feira sobre a venda, em países da América Latina, de falsas fórmulas de um produto elaborado em Cuba, a partir do veneno do escorpião azul, estudado em tratamentos contra o câncer em seres humanos.

O Escozul é um preparado a partir do veneno desse aracnídeo só encontrado nas ilhas do Caribe. Em Cuba, há 32 espécies de escorpiões das 1600 conhecidas no mundo, 29 delas endêmicas.

O Escozul inibiria a protease, uma enzima que cerca, como uma membrana, todo tipo de câncer. Dessa forma, impedindo-se a formação da membrana, seria freada a expansão do tumor.

Rafael Pérez não precisou, no entanto, os países onde essa venda estaria acontecendo.

Citado pelo jornal oficial Granma, destacou a "ampla e errônea" divulgação do "Escozul" que, desde 2004, "está em fase de pesquisa pré-clínica", e ainda não autorizado para uso humano.

A comunidade científica ainda está cautelosa diante da fórmula com o veneno diluído do escorpião azul. Tudo dependerá dos testes clínicos em curso.

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