cinismo por condenação - Mundo - iG" /

Cuba acusa Parlamento Europeu de cinismo por condenação

Cuba acusou o Parlamento Europeu de demonstrar grande cinismo nesta quinta-feira ao condenar a ilha comunista pela morte de um preso que estava em greve de fome.

Reuters |


Em comunicado, a Assembleia Nacional cubana disse que o país tem história na "luta pela vida humana" e que a ação do Parlamento Europeu segue "uma campanha orquestrada pela poderosa mídia europeia".

"Se há uma área na qual nosso país não precisa se defender com palavras, porque a realidade é inquestionável, é a sua luta pela vida humana e não apenas para os nascidos em Cuba, mas também em outros lugares", disse, referindo-se à prática de Havana de fornecer médicos para países mais pobres.

Cuba disse que a decisão do Parlamento Europeu mostra "grande cinismo" porque os membros da UE teriam tido atitudes que causaram a morte de pessoas pobres nos países em desenvolvimento.

"Incontáveis vidas, especialmente de crianças, foram perdidas nos países pobres em razão de os países ricos representados no Parlamento Europeu não honrarem seus compromissos de ajuda ao desenvolvimento", afirmou o governo cubano.

O organismo do bloco de 27 nações da União Europeia aprovou uma resolução condenando Cuba pela morte "evitável e cruel" do preso político Orlando Zapata Tamayo, que morreu em 23 de fevereiro após uma greve de fome de 85 dias por melhores condições na prisão.

Segundo a nota da Assembleia cubana, o "infeliz acontecimento" da morte de Zapata "não pode ser usado para condenar Cuba sob a acusação de que sua morte poderia ter sido evitada", disse o comunicado cubano. "O homem se recusou a comer, apesar de todos os alertas e da intervenção de especialistas médicos cubanos".

A morte de Zapata provocou um clamor internacional contra o governo de Cuba e pedidos para libertar os cerca de 200 presos políticos do país, segundo estimativas da oposição. O Parlamento Europeu reiterou esse pedido em sua resolução.

Além disso, expressou preocupação com o "estado alarmante" de outro opositor do governo de Cuba, Guillermo Farinas, que está em greve de fome em sua casa em Santa Clara desde 24 de fevereiro. Ele jurou morrer se o governo não libertar 26 presos políticos que estariam doentes nas prisões cubanas.

Leia mais sobre Cuba

    Leia tudo sobre: cubaunião européia

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG