Cuba acusa países ricos de serem responsáveis por mundo injusto

Nações Unidas, 24 set (EFE).- O primeiro vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado Ventura, exigiu hoje que os países mais industrializados assumam sua responsabilidade na criação da ordem internacional vigente, à qual se referiu como injusta e insustentável.

EFE |

Em seu discurso na 63ª Assembléia Geral das Nações Unidas, o chefe da delegação cubana disse que o planeta vive "um momento decisivo", no qual "a própria existência da espécie humana" se vê ameaçada.

"Os responsáveis por este estado das coisas, os países industrializados e, em particular, a única superpotência, devem assumir suas responsabilidades", assegurou Machado, que tomou a palavra em nome do Movimento dos Países Não-Alinhados (Noal), presidido por Cuba.

O vice-presidente cubano destacou que "fabulosas fortunas não podem continuar sendo desperdiçadas enquanto milhões de seres humanos passam fome e morrem de doenças curáveis".

Além disso, atribuiu "a insustentável" situação do grupo de países à "irracionalidade, ao desperdício e à especulação de poucos países do norte industrializado, que são os responsáveis pela crise mundial".

O primeiro vice-presidente cubano também disse que, enquanto o mundo investe US$ 1 trilhão em armamentos, 850 milhões de pessoas passam fome, 1,1 bilhão vivem sem acesso à água potável e mais de 800 milhões são analfabetas.

Em razão disso, Machado propôs uma longa lista de medidas, como o fim das "guerras de ocupação", o uso de parte dos orçamentos militares na promoção do desenvolvimento e o perdão da dívida externa da nações pobres.

"O que hoje é mais premente que nunca é estabelecer uma ordem internacional democrática e equitativo, e um sistema de comércio justo e transparente".

Machado também aproveitou sua discurso para criticar a política dos EUA para Cuba, que, disse, resiste "ao bloqueio mais longo e cruel da história". EFE jju/sc

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