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Cuba acusa Obama de usar linguagem confusa sobre golpe em Honduras

Havana, 2 jul (EFE).- O jornal cubano Juventud Rebelde acusa o Governo americano de usar uma linguagem confusa em relação ao golpe militar do último domingo em Honduras.

EFE |

Um artigo de hoje da publicação, editada pela União de Jovens Comunistas, classifica como "imprecisas e obscuras" as primeiras reações de Washington ao sequestro e à deportação do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

"Os Estados Unidos continuam respondendo, mas ainda com seu estilo 'cachumbambé' (altos e baixos). O Pentágono, que sempre manteve uma relação muito estreita com as Forças Armadas hondurenhas, decidiu suspender sua cooperação com esse poder, mas até o momento tenta-se adiar as operações militares conjuntas", acrescenta o texto.

Segundo o "Juventud Rebelde", o anúncio pode ter alegrado os que denunciam a presença de tropas americanas na América Latina, mas "vem acompanhado de palavras mentirosas que não dão firmeza à posição do império".

Em seguida, o artigo diz que o porta-voz do Departamento de Defesa americano, Bryan Whitman, declarou: "Continuamos monitorando a situação e vamos responder de acordo com o desenrolar dos fatos".

"Como se tudo não estivesse claro! O que a Casa Branca está esperando? Por acaso não é suficiente um povo reivindicar incansavelmente seu presidente? Ou (os EUA) pensam em continuar com sua presença militar quando finalmente acabarem de aceitar, às claras, o vigarista Roberto Micheletti?", questiona o texto.

Micheletti, do mesmo partido que Zelaya e que presidia o Legislativo, foi nomeado novo chefe de Estado de Honduras após o golpe militar de domingo.

"O que acontece em Honduras cai como uma luva para os EUA, porque o levante busca minar o processo de integração e unidade de uma América Latina com a qual a potência hegemônica do Norte teria muitas dificuldades de convivência".

"Então não fiquemos assustados pelo fato de a Casa Branca continuar usando sua linguagem tão confusa (...). E o objetivo continua sendo um: legitimar a força, a violência e a inconstitucionalidade", diz o "Juventud Rebelde".

Na segunda-feira, o presidente de Cuba, general Raúl Castro, pediu que Obama apoie Zelaya "com fatos, não palavras". EFE am/sc

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