Segundo o governo as entidades tentam provocar "uma mudança de regima" em Cuba

O Governo cubano acusou os Estados Unidos nesta segunda-feira de criarem ONGs fictícias para ajudar a ilha, mas cujo verdadeiro objetivo seria promover a "subversão" e "erodir a ordem da sociedade civil" no país.

A emissora estatal de televisão transmitiu nesta segunda-feira um novo programa especial dentro da série iniciada há semanas para denunciar os supostos planos subversivos dos EUA contra Cuba, dedicado nesta ocasião ao "auxílio perigoso" dessas ONGs.

São mencionados particularmente os casos de grupos como EchoCuba e Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (Fupad), acusados de esconder "sua essência subversiva através de uma suposta ajuda humanitária".

A Fupad, organização adscrita à Organização dos Estados Americanos (OEA), é denunciada pela reportagem como uma das principais "entidades receptoras" de fundos da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) com o objetivo de promover "projetos subversivos" que provoquem "uma mudança de regime" em Cuba.

Já a Usaid é tida como financiadora de projetos para abastecer a contrarrevolução interna. "Através da visita ao país de alguns de seus representantes, e pelas costas das autoridades cubanas, estas ONGs têm a missão de realizar avaliações da situação política cubana e instruir, organizar e abastecer a contrarrevolução", indicou o programa.

De acordo com dados oficiais, Cuba mantém 593 projetos em colaboração com 143 ONGs. O programa assinalou que esses grupos, entre os quais inclui Unicef, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), demonstram seu apoio "sob o princípio da não ingerência".

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