Cuba acusa diplomata dos EUA de financiar dissidentes

HAVANA (Reuters) - Cuba acusou na segunda-feira o chefe da Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana, Michael Parmly, de entregar o dinheiro enviado por militantes anticastristas em Miami para financiar dissidentes na ilha. A acusação baseia-se em e-mails descobertos pelo serviço de inteligência cubano e exibidos para jornalistas em Havana.

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Segundo as mensagens, Parmly trouxe de Miami dinheiro que Santiago Alvarez, um exilado cubano preso por posse ilegal de armas e obstrução à Justiça, enviava a Marta Beatriz Roque, dissidente da linha dura.

'Estes atos são graves porque revelam o procedimento escandaloso dos diplomatas dos Estados Unidos em Havana, em particular, de acordo com as evidências que mostramos aqui, do chefe desse departamento, como facilitadores dos contatos e do tráfico de dinheiro proveniente do terrorista Santiafo Alvarez para a contra-revolução de Cuba', disse Josefina Vidal, do Ministério das Relações Exteriores.

Os e-mails exibidos à imprensa falam sobrea entrega de 'cartas' que Parmly faria a Roque. Segundo Manuel Hevia, um investigador da Direção da Segurança do Estado cubano, estas cartas seriam, na verdade, dinheiro.

As autoridades cubanas disseram que apresentariam mais provas em uma série de programas que serão transmitidos na televisão estatal a partir de segunda-feira.

Um funcionário da Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana disse que responderia com um comunicado.

Roque não pôde ser localizada para comentar as acusações.

Cuba acusa os dissidentes de serem 'mercenários' a serviço do inimigo, os Estados Unidos.

(Reportagem de Estebán Israel e Rosa Tania Valdés)

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