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Cuba acusa chefe de missão dos EUA de servir de correio para dissidentes

Havana, 19 mai (EFE).- As autoridades cubanas acusaram hoje o chefe do Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Havana, Michael Parmly, de servir de correio para os dissidentes e transferir dinheiro procedente de uma fundação supostamente dirigida por Santiago Álvarez, acusado de terrorismo por Cuba.

EFE |

Segundo a acusação, baseada em supostos e-mails enviados pela opositora Martha Beatriz Roque, que foram mostrados em entrevista coletiva, Parml transferiu "cartas" - palavra que a segurança do Estado interpreta como dinheiro - para os "mercenários", como o Governo chama os dissidentes.

Além disso, foram mostrados supostos recibos de pagamento com a assinatura de Laura Pollán, da organização Damas de Branco - mulheres de presos políticos cubanos -, e pelo dissidente José Luis García, conhecido como "Antúnez".

As quantidades supostamente entregues vão desde US$ 200 a US$ 2.400.

A Diretora para a América do Norte da Chancelaria cubana, Josefina Vidal Ferreira, destacou que diplomatas americanos atuaram "como vulgares correios ao serviço de um terrorista de origem cubana".

A funcionária disse que Santiago Álvarez, suposto diretor da Fundação Resgate Jurídico, "a partir de sua cômoda prisão, regula a entrega de dinheiro e ajuda material com o apoio do chefe do Escritório de Interesses em Havana, o senhor Michael Parmly".

Em sua opinião, "resulta duplamente degradante e escandaloso" que diplomatas dos EUA "sirvam de emissários e elo entre um terrorista e mercenários em Cuba".

No entanto, a funcionária descartou a apresentação de um protesto formal contra o Escritório de Interesses em Havana (Sina) e disse que Havana espera que "seja o Governo dos EUA que tome medidas para retificar o comportamento e a atitude de seus diplomatas".

Josefina informou que as provas serão divulgadas em uma série de programas monotemáticos do espaço "mesa-redonda", da televisão estatal cubana, que habitualmente estabelece a posição oficial sobre diferentes temas.

Ao ser perguntado sobre uma eventual detenção de dissidentes, como ocorreu em 2003, quando foram condenados em Cuba 75 opositores a penas de até 28 anos de prisão, o Diretor do Centro de Pesquisas Históricas da Segurança do Estado, Manuel Hevia, disse que "a investigação segue em curso".

As penas em 2003 ocorreram depois que as autoridades cubanas tornaram pública uma denúncia de que os dissidentes haviam se reunido para conspirar com o então chefe da Sina, James Cason.

Um diplomata dos EUA disse em Havana, mediante um comunicado, que não tiveram acesso às alegações do Governo cubano, mas que é "política americana, muitas vezes seguida, fornecer ajuda humanitária aos cubanos, especificamente (...) aos familiares dos prisioneiros políticos que são tratados pobremente por seu próprio Governo".

Acrescentou que organizações privadas americanas também podem fazê-lo e que "esta ajuda não tem propósito político", já que procura "satisfazer as necessidades diárias de famílias que lutam para sobreviver no sistema atual".

"Os diplomatas americanos devem ater-se às regulações do embargo cubano e outras leis relativas à ajuda estrangeira e à política americana em relação a Cuba", acrescentou. EFE jlp/fb

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