Nações Unidas, 21 out (EFE).- O Conselho de Segurança (CS) da ONU pediu hoje que os grupos armados que operam no leste da República Democrática do Congo (RDC) declarem um cessar-fogo para evitar que a escalada de violência desencadeie um conflito regional.

Em uma declaração, os 15 membros do CS destacam sua "preocupação com o ressurgimento da violência" nas províncias orientais do país africano.

O Conselho de Segurança está "alarmado com as conseqüências humanitárias dos recentes combates e pede a todas as partes que respeitem imediatamente um cessar-fogo", diz o texto lido pelo presidente rotativo do órgão, o embaixador chinês Zhang Yesui.

A declaração também condena com firmeza as recentes ações do general Laurent Nkunda, líder do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP), que convocou uma rebelião nacional.

Além disso, o CS pede ao Governo que se certifique de que não está cooperando com rebeldes hutus ruandeses em sua luta contra os grupos armados.

O Exército e o CNDP acusam um ao outro de terem retomado o conflito, que, em algumas localidades, deixou os capacetes azuis da Missão da ONU na RDC (Monuc) no meio de um fogo cruzado.

Por causa dos combates, a população civil se desloca em massa para a zonas ocupadas pela Monuc, segundo a ONU.

O reatamento das hostilidades no país também põe em perigo o armistício assinado em janeiro passado entre o CNDP, o Governo do presidente Joseph Kabila e outros grupos rebeldes. EFE jju/sc

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