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CS pede à Líbia que não instrumentalize sofrimento do povo palestino

Nações Unidas, 3 dez (EFE).- O Conselho de Segurança (CS) da ONU pediu hoje à Líbia que não instrumentalize o sofrimento dos civis palestinos e lembrou que existem outros caminhos para fazer chegar a ajuda humanitária que destina à Faixa de Gaza, depois que um navio com a bandeira do país tentou driblar o controle imposto por Israel.

EFE |

A Líbia, membro não-permanente do CS, havia pedido a esse órgão que, devido ao incidente, debatesse a atual situação em Gaza.

Na segunda-feira, Israel impediu aquela que teria sido a primeira entrada de um navio na região, fortemente controlada, sob o argumento de que a embarcação procedia de "um país hostil" e que a bordo trazia "cidadãos de países inimigos".

Na qualidade de presidente rotativo do CS, o embaixador da Croácia na ONU, Neven Jurica, pediu hoje à Líbia que não "instrumentalize" o sofrimento dos palestinos.

Além disso, declarou que é o mais importante agora é que "todos concentrem seus esforços para dinamizar o processo de paz" na região.

O representante adjunto dos Estados Unidos na ONU, Alejandro Wolff, foi além e destacou que esta foi a primeira vez em anos que a Líbia expressou seu interesse em oferecer assistência humanitária à população palestina.

"Seria difícil imaginar uma aproximação com menos chances de êxito", considerando-se que se tratam de "dois países sem relações diplomáticas e entre os quais existem hostilidades", acrescentou Wolff a respeito da estratégia utilizada pela Líbia para chegar a Gaza.

O diplomata americano coincidiu com outros membros do CS que tomaram a palavra, como França e Reino Unido, no sentido de que existem outros caminhos mais efetivos para se fazer chegar ajuda ao povo palestino.

A esse respeito, o embaixador líbio na ONU, Giadalla Ettalhi, disse que os EUA ignoram a realidade da situação na região e que Israel "viola deliberadamente as liberdades de navegação".

Por sua vez, a representante de Israel no CS, Gabriela Shalev, se referiu a hoje como "um dia triste" para esse órgão da ONU, que, segundo ela, foi utilizado para "desviar a atenção dos verdadeiros problemas". EFE mgl/sc

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