CS não chega a acordo sobre conflito entre Geórgia e Ossétia

Nações Unidas, 8 ago (EFE).- O Conselho de Segurança (CS) da ONU concluiu hoje sua segunda reunião de emergência sobre o conflito entre a Geórgia e a separatista Ossétia do Sul, sem chegar a um acordo sobre uma resolução que peça o fim das hostilidades.

EFE |

"As negociações continuam, não terminaram. Continuaremos amanhã", disse o atual presidente do CS, o embaixador belga Jan Grauls, após quatro horas de discussões.

O diplomata atribuiu a falta de acordo à evolução dos eventos na região em conflito e à necessidade de alguns membros do Conselho de Segurança de consultarem seus países.

Grauls afirmou que dará continuidade às consultas bilaterais com os outros 14 membros do CS para que amanhã seja possível aprovar um texto.

A reunião desta sexta-feira foi a segunda convocada pelo Conselho de Segurança da ONU em menos de 24 horas para tratar da grave situação na Geórgia.

Fontes diplomáticas disseram que a Rússia insiste para que a declaração em debate enfatize a importância de a situação na região separatista voltar a ser como era antes do início dos combates.

Os Estados Unidos, por outro lado, apóiam a posição da Geórgia de que o primordial é que as partes declarem um cessar-fogo e que, antes de qualquer outra concessão, os bombardeios russos contra alvos georgianos devem ser suspensos.

"Estamos dispostos a nos sentar para negociar com todas as partes. Mas, primeiro, é preciso um cessar-fogo", disse o embaixador da Geórgia na ONU, Irakli Alasania, após denunciar que seu país continua sendo bombardeado por aviões russos.

Além disso, Alasania rejeitou a possibilidade de as Forças Armadas georgianas deixarem a parte da Ossétia do Sul ocupada nos últimos dois dias de combates.

"Não podemos retornar ao 'status quo', não podemos ceder a estes grupos armados, porque eles voltarão a ameaçar a segurança da população civil georgiana", disse o embaixador na saída da reunião.

Por sua vez, o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, exigiu que o Governo da Geórgia se desculpe e puna os "responsáveis" pelas hostilidades.

"Não deixaremos que a morte de nossos compatriotas fique impune.

Os responsáveis têm que pagar", afirmou Churkin na reunião do Conselho de Segurança. EFE jju/sc

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