CS da ONU não alcança consenso sobre resposta a foguete norte-coreano

Nações Unidas, 6 abr (EFE).- Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e Japão fracassaram hoje de novo na tentativa de acordar uma reação conjunta à crise iniciada pelo lançamento de um foguete de longo alcance norte-coreano, e decidiram continuar as negociações nesta terça-feira.

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Os embaixadores das cinco potências (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) se reuniram junto com seu colega japonês durante mais de duas horas na sede das Nações Unidas sem conseguir superar as divergências.

"Ainda temos pontos de vista divergentes e decidimos informar a nossas capitais do desenvolvimento desta reunião, e voltar a se reunir amanhã", afirmou o embaixador japonês perante a ONU, Yukio Takasu, ao fim do encontro.

O diplomata destacou que os seis países "estiveram de acordo na gravidade da situação originada pelo lançamento norte-coreano e em que isso requer uma resposta clara, forte e rápida do Conselho".

"Isso é algo muito positivo", afirmou Takasu, que reiterou a posição de Tóquio de que a resposta adequada à ação norte-coreana é uma resolução "firme e clara".

Ele ressaltou que o lançamento do foguete é uma "ameaça direta à segurança do Japão", pelo que o país está "indignado com este ato irresponsável da Coreia do Norte".

As divergências entre os cinco membros permanentes impediram que o Conselho chegasse a um acordo na reunião de emergência realizada no domingo, horas depois de o regime de Pyongyang ter feito o lançamento.

China e Rússia pediram proporcionalidade e moderação na hora de adotar uma resposta na ONU à atuação do regime norte-coreano.

Os dois países se opõem com seu poder de veto a qualquer medida contundente que, em sua opinião, possa colocar em risco as negociações de seis lados (Estados Unidos, Rússia, China, Japão e as duas Coreias).

Já o representante britânico, John Sawers, informou que o Reino Unido acredita que o tipo de foguete e a tecnologia empregada correspondem à de um míssil balístico e, portanto, violam as restrições impostas nesta matéria a Pyongyang pelas Nações Unidas.

EFE jju/db

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