CS da ONU expressa preocupação com continuação da ofensiva israelense a Gaza

Nações Unidas, 15 jan (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU expressou hoje preocupação com a continuação da ofensiva israelense contra o Hamas em Gaza e o ataque sofrido por um edifício das Nações Unidas no território palestino, apesar dos reiterados apelos de um cessar-fogo.

EFE |

Os 15 membros do Conselho reiteraram às duas partes a obrigação de respeitar o direito internacional e de proteger a população civil, disse o presidente do organismo, o embaixador francês Jean Maurice Ripert, na saída de uma reunião do órgão.

"Todos os membros do Conselho de Segurança manifestaram estar gravemente preocupados com a situação na região, particularmente após as operações militares desta manhã contra hospitais, edifícios que abrigam jornalistas e a sede de UNRWA (agência da ONU para os refugiados palestinos)", assegurou.

Ripert informou que também reafirmaram com firmeza sua vontade de que seja aplicado com rapidez o conteúdo da resolução 1.860 aprovada em 8 de janeiro e que pede um cessar-fogo imediato.

"Festejamos e estamos completamente comprometidos em ajudar as gestões do presidente do Egito (Hosni Mubarak) para conseguir um cessar-fogo imediato e a implementação da resolução", destacou.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, disse estar "consternado e horrorizado" com o ataque à sede da UNRWA, que, no momento do bombardeio, servia de abrigo a cerca de 700 civis deslocados pela violência.

"É um milagre que não tenha havido mais vítimas", afirmou o diplomata britânico, para quem é "muito difícil descrever a situação pela qual passa Gaza".

O imóvel foi atingido por dois impactos em pouco mais de uma hora, o segundo dos quais causou um incêndio que consumiu o armazém ao lado do edifício da ONU e no qual era guardado material humanitário, afirmou.

Holmes disse que o pessoal da ONU que sofreu o ataque está convencido de que os projéteis que atingiram o imóvel continham fósforo branco, o que representaria uma violação da legislação internacional.

Ele advertiu de que os incidentes de hoje obrigarão a ONU a reavaliar sua confiança nos mecanismos de vínculo com o Exército israelense, que supostamente tinham melhorado após a morte, na semana passada, de um motorista de um comboio humanitário atingido por fogo israelense.

"Se Israel não tenta fazer de alvo os edifícios da ONU, e certamente faz isso, porque é o que nos dizem, o mínimo que se pode dizer é que não foi bem-sucedido", ressaltou. EFE jju/db

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