CS da ONU comprova violações aos direitos humanos na RDC

Kinshasa, 18 mai (EFE).- Uma delegação do Conselho de Segurança (CS) da ONU iniciou hoje uma visita ao leste da República Democrática do Congo (RDC), onde foi informada no terreno sobre os abusos sofridos pelos civis nessa região conflituosa, tanto por parte das guerrilhas quanto das forças governamentais.

EFE |

A imprensa local informou que o grupo manteve uma série de reuniões na cidade de Goma com as autoridades provinciais de Kivu Norte, a zona mais afetada pela violência no último ano, e também com responsáveis da Missão das Nações Unidas na RDC (Monuc), e visitou algumas povoações.

O embaixador francês na ONU, Jean-Maurice Ripert, destacou que a missão da delegação é recolher depoimentos sobre as agressões das Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR), que atuam no leste da RDC e que foram acusadas de diversos massacres nos últimos meses, e de outros grupos.

"Estamos aqui também para mostrar nossa solidariedade ao povo congolês e às autoridades, quando acreditamos que a segurança melhora pouco a pouco", acrescentou Ripert aos jornalistas.

O Governador de Kivu Norte, Julien Paluku, agradeceu os esforços da ONU, através da Monuc, no apoio logístico às Forças Armadas do país (FARDC) nas operações contra as FDLR.

Paluku pediu à ONU para aumentar a ajuda aos militares na RDC, que preparam uma nova ofensiva contra a guerrilha, desta vez em Kivu Sul.

Em reunião, os responsáveis militares e civis da Monuc explicaram que membros das FARDC e ex-guerrilheiros inscritos nas tropas governamentais cometeram violações dos direitos humanos e abusos contra a população civil, concretamente "estupros e torturas", segundo a imprensa local.

Em comunicado, 68 organizações humanitárias e de defesa dos direitos humanos reivindicaram aos representantes do CS da ONU "medidas firmes para proteger os civis".

Desde janeiro, afirmam estes grupos, 250 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas devido à violência, centenas de mulheres e meninas foram violentadas e pelo menos 200 civis foram assassinados, a maioria supostamente pelas FDLR. EFE py/db

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