Bogotá, 14 ago (EFE).- O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) reiterou hoje que o uso de emblemas da entidade pelos militares colombianos que resgataram a franco-colombiana Ingrid Betancourt e mais 14 reféns em 2 de julho constituiu uma violação ao Direito Internacional Humanitário.

Segundo o máximo representante da Cruz Vermelha na Colômbia, Christophe Beney, o ocorrido pode pôr em interdição o trabalho da organização no país, motivo pelo qual pediu que as autoridades colombianas não voltem a incorrer no mesmo erro.

"O uso indevido dos logos na operação 'Xeque' constitui uma violação literal ao Direito Internacional Humanitário", disse Beney em uma entrevista coletiva, durante a qual destacou que tal conduta "pode pôr em interdição a função que os organismos humanitários cumprem no país".

Há duas semanas, o CICV emitiu um comunicado condenando a utilização de seu símbolo pelo Executivo colombiano, que pediu desculpas pelo fato.

Por sua vez, o diretor da Cruz Vermelha colombiana, Fernando Cárdenas, que participou da mesma entrevista que Beney, declarou que um determinado grupo rebelde pediu que a entidade se pronunciasse publicamente antes de continuar trabalhando.

"Eles pediram para que esclarecêssemos nossa posição para criarmos total transparência", acrescentou.

Na semana que vem, Beney deverá se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, que há dois dias reiterou que, em um primeiro momento, seu Governo não foi informado do uso do emblema. EFE gta/sc

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