Cruz Vermelha será primeiro órgão humanitário a entrar na Ossétia do Sul

Genebra - Representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) chegarão hoje à Ossétia do Sul, se transformando na primeira organização de caráter humanitário a ter acesso a essa república separatista que levou Rússia e Geórgia a se enfrentarem militarmente.

EFE |

A confirmação sobre a autorização para a entrada do CICV foi feita pelo próprio presidente da organização, Jakob Kellenberger.

As autoridades da Ossétia do Sul deram sinal verde a uma missão do CICV composta por 17 enviados (dez locais e sete estrangeiros), que chegará hoje mesmo ao território para realizar uma avaliação das necessidades derivadas do crescente conflito armado.

As autoridades da autoproclamada república da Ossétia do Sul tinham ignorado até agora os insistentes pedidos das Nações Unidas e do próprio CICV para que houvesse permissão para traslado de ajuda essencial às vítimas dos combates.

Nenhuma entidade internacional independente conseguiu avaliar a situação na região após a escalada do conflito.

O escritório de ajuda humanitária da ONU recebeu "informações ainda sem confirmar" que indicam que "80% de Tskhinvali (capital da Ossétia do Sul) ficou destruída", disse na terça-feira um porta-voz das Nações Unidas em Genebra.

Kellenberger evitou fazer hoje uma avaliação da situação humana no território à espera dos primeiros reportes da missão que enviou.

Completou que além da ajuda humanitária às vítimas, a CICV pedirá acesso aos prisioneiros de guerra e outras pessoas detidas em relação com o conflito, assim como a povoados em regiões isoladas.

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