Cruz Vermelha ratifica ajuda do Brasil em nova libertação de reféns das Farc

Bogotá, 24 jan (EFE).- O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) confirmou hoje que o Brasil dará apoio logístico ao resgate dos seis reféns que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) prometeram entregar à senadora opositora Piedad Córdoba.

EFE |

Em entrevista à "Rádio Caracol", o porta-voz da Cruz Vermelha na Colômbia, Yves Heller, disse que os detalhes do apoio logístico do Brasil à missão ainda estão sendo detalhados.

Porém, assegurou que os pilotos que participarão do resgate serão brasileiros.

"Estamos avançando muito bem com os detalhes, e não devemos esquecer que isso implica uma organização bem complexa. Então, assim que tivermos mais detalhes sobre a logística dos helicópteros e etc, tornaremos tudo público", acrescentou o porta-voz do CICV.

Na entrevista, Heller disse que por razões de segurança não revelaria o lugar exato da libertação, mas informou que a entrega dos reféns acontecerá em território colombiano e que dois representantes da Cruz Vermelha acompanharão a missão.

"O que se discutiu até agora é que a libertação acontecerá em território colombiano. No entanto, o CICV foi claro em dizer que não divulgará os lugares em que será feita a entrega, pela segurança das equipes e dos reféns", disse.

O funcionário também ressaltou a importância de toda missão humanitária ser conduzida com "discrição e confidencialidade".

A operação de resgate contará com a participarão de "um representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e de um médico".

"Mas quero ressaltar que estamos em um diálogo e que não fixamos todos os detalhes nem a parte logística", ressaltou.

Heller acrescentou que não haverá presença da imprensa na missão para receber os dois políticos, três policiais e um militar que, no fim de dezembro, as Farc anunciaram que entregariam à senadora da oposição Piedad Córdoba.

"Até agora não recebemos os nomes dos membros da polícia", disse o funcionário.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal "El Tiempo", a congressista diz que é preciso deixar para trás a mediação internacional na libertação dos reféns e que viajará até a floresta para receber os seqüestrados, assumindo os riscos de um eventual fracasso na operação. EFE fer/sc

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