Cruz Vermelha não participará de missão humanitária na Colômbia

Bogotá, 1 abr (EFE) - O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Colômbia não faz parte da missão humanitária autorizada nesta terça-feira pelo Governo colombiano ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, para atender os reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A revelação foi feita à Agência Efe por um porta-voz da entidade em Bogotá. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, revelou hoje que se comprometeu com Sarkozy a permitir a operação humanitária internacional que dará assistência aos seqüestrados pelas Farc que estejam doentes, principalmente a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt. O senhor presidente Sarkozy me expressou que está movendo uma missão humanitária para atender os seqüestrados, começando pela saúde de Ingrid Betancourt. A operação médica, além disso, seria acompanhada pela Cruz Vermelha Internacional, afirmou Uribe.

EFE |

O governante colombiano acrescentou que, uma vez que se saibam as coordenadas da localização dos seqüestrados, "o Exército suspenderá as operações militares na área para garantir a segurança" da missão humanitária.

A fonte do CICV em Bogotá, porém, afirmou que o organismo não faz parte dessa missão e que, para isso, é preciso "que as duas partes" o peçam, mas indicou que até agora "não foi recebida qualquer solicitação formal".

Diferentes versões jornalísticas e de alguns altos funcionários colombianos, como o defensor público, Vólmar Pérez, asseguraram na última semana que o estado de saúde de Betancourt "é muito delicado".

A ex-candidata presidencial faz parte de um grupo de 40 reféns, entre soldados, policiais, políticos e três americanos, que as Farc pretendem trocar por 500 guerrilheiros presos. EFE rrm/mac/db

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