Cruz Vermelha inicia contatos para libertação de reféns das Farc

Bogotá, 22 set (EFE).- O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) iniciou contatos com a congressista opositora colombiana Piedad Córdoba e com o alto comissário para a Paz do país, Frank Pearl, para providenciar a anunciada libertação de dois reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

O chefe da delegação do CICV na Colômbia, Christophe Beney, disse em entrevista publicada hoje pelo jornal "El Tiempo", de Bogotá, que está em contato permanente com as partes e que haverá reuniões a partir desta terça-feira para esclarecer as questões políticas.

"Acho que é preciso dar mais detalhes e vamos fazê-lo a partir de hoje ao encontrar com a senadora e o alto comissário para a Paz", declarou Beney.

Pearl e o presidente colombiano, Álvaro Uribe, se reuniram no sábado passado em Bogotá com familiares de vários soldados e policiais sequestrados pelas Farc.

Nesse encontro, a pedido dos parentes, o Governo colombiano se comprometeu a propiciar as libertações unilaterais oferecidas pelos guerrilheiros, sem condicioná-las a uma entrega simultânea de todos os sequestrados, mas sim a uma pronta libertação de todos os reféns.

"Vamos agir de maneira pró-ativa para garantir que não haja inconvenientes no momento da libertação", acrescentou Beney.

O chefe do CICV na Colômbia ressaltou que os contatos de seu escritório com as Farc para as negociações das libertações "são muito indiretos", com a senadora Córdoba à frente por possuir "uma ligação mais forte com a cúpula" do grupo rebelde.

"Esperamos que as duas partes aceitem a forma pela qual esta libertação deve acontecer", disse Beney.

As Farc já haviam anunciado sua disposição em libertar de forma unilateral o cabo do Exército colombiano Pablo Emilio Moncayo, sequestrado há quase 12 anos, e o soldado Josué Daniel Calvo, assim como em entregar o cadáver do policial Julián Guevara, que morreu em cativeiro.

A guerrilha exigiu realizar essas entregas a Córdoba, algo que Uribe só autorizou em 8 de julho.

No entanto, à época, o presidente da Colômbia pôs como condição a libertação simultânea de todos os policiais e militares que as Farc querem trocar por rebeldes presos - a guerrilha fala em 23, o Governo, de 24 -, assim como a entrega dos corpos de três homens que morreram em cativeiro. EFE fer/bba

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