Cruz Vermelha diz que só após a troca saberá estado de soldados israelenses

Beirute - O estado dos dois militares israelenses seqüestrados pelo Hisbolá só será conhecido após concretizada a troca de prisioneiros entre o grupo libanês e Israel, disseram fontes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

EFE |

O porta-voz do CICV no Líbano, Christian Cardon, disse hoje à Agência Efe que "o mundo conhecerá o destino dos dois soldados (Ehud Goldwasser e Eldad Regev) no momento da troca".

"Para nós, nada muda, estamos preparados para recebê-los vivos ou mortos", disse.

Em troca dos soldados israelenses, Israel deve libertar cinco libaneses e devolver cerca de 210 cadáveres de membros do Hisbolá.

Cardon confirmou que a troca acontecerá amanhã às 9h (3h de Brasília) entre os postos fronteiriços de Rosh Hanikra (Israel) e Ras Nakura (Líbano).

O porta-voz considerou um "rumor" a informação publicada pelo jornal libanês "Al-Akhbar", segundo a qual um dos dois soldados israelenses poderia estar morto.

"Não temos informação a respeito", disse Cardon.

O Hisbolá capturou Ehud Goldwasser e Eldad Regev em 12 de julho de 2006, o que gerou um conflito que durou até 14 de agosto, que custou a vida de 1.200 libaneses e 150 israelenses.

Cardon disse que a duração da troca pode variar dependendo se os soldados israelenses estão vivos ou mortos.

"Tudo dependerá do estado dos israelenses, se estiverem mortos, será preciso fazer um exame de DNA, que pode levar entre sete e oito horas, mas, se estiverem vivos, será muito rápido", acrescentou.

Fontes próximas ao grupo libanês disseram à Agência Efe que a operação poderia durar mais de um dia devido aos exames de DNA, sem os quais ninguém será enterrado.

A Cruz Vermelha tem preparados onze caminhões com reboques para transportar os restos mortais dos membros do Hisbolá, que serão recolhidos em Israel por uma delegação jordaniana da organização humanitária.

Além disso, um microônibus transportará os cinco prisioneiros libaneses, entre eles Samir Kantar, preso por assassinato e espionagem, e o libanês que está há mais tempo na prisão.

Também serão libertados Hader Zidan, Maher Kurani, Muhamed Zrur, e Hussein Salivam, capturados durante o conflito de 2006 entre israelenses e o Hisbolá e considerados por Israel "combatentes ilegais". EFE ks/an

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