Genebra, 15 jan (EFE).- Os bombardeios israelenses contra instalações médicas e humanitárias em Gaza como os ocorridos hoje são intoleráveis e puseram em risco as vidas de centenas de pessoas, disse hoje o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Jakob Kellemberger.

"É inaceitável que gente ferida que está recebendo tratamento nos hospitais seja posta em risco", disse Kellemberger, que acaba de terminar uma viagem de três dias a Gaza e Israel, incluindo uma visita ao hospital Shifa da capital da faixa palestina.

O hospital Al Quds, administrado pelo Crescente Vermelho palestino na Gaza capital foi alvejado hoje por mísseis, o que pôs em risco as vidas de cerca de 100 pacientes e de pessoal médico, contou Kellemberger em comunicado.

"O hospital sofreu pelo menos um bombardeio direto hoje, e todos os pacientes tiveram que ser transferidos às pressas pelo pânico no andar térreo", disse, por sua parte, Bashar Morad, diretor dos serviços médicos de urgência do Crescente Vermelho palestina.

O segundo andar ficou em chamas imediatamente e a farmácia do hospital também sofreu danos.

Cinco veículos de bombeiros, escoltados por equipes da Cruz Vermelha, chegaram ao local e alcançaram apagar o fogo.

Nas reuniões que teve hoje com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, e a de Relações Exteriores, Tzipi Livni, Kellemberger insistiu em que as leis internacionais humanitárias obrigam às partes a proteger os civis assim como as instalações e o pessoal médico.

Um dos armazéns de material de emergência do Crescente Vermelho palestino em Gaza foi atingido hoje por bombardeios israelenses, assim como a sede da UNRWA.

"Estes eventos são especialmente alarmantes, pois os hospitais de Gaza já estão por si sobrecarregados de feridos e o número de vítimas está crescendo", disse Kellemberger. EFE vh/jp

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