Cruz Vermelha diz que China impede acesso a Llassa

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) confirma que o governo chinês impede que a entidade visite a cidade de Llassa, na região do Tibete. Ontem, na sede do CICV, um grupo de militantes tibetanos pediu que a entidade vá até a região para tratar dos feridos e dos manifestantes que estão presos.

Agência Estado |

"Nós não estamos presentes no Tibete", afirmou Carla Haddad, porta-voz do CICV. Os ativistas alegam que um número importante de manifestantes foram feridos nos enfrentamentos e que o número de presos é significativo. "Nós não temos acesso aos locais de detenção e não fazemos visitas aos presos", explicou Haddad.

Um dos principais trabalhos do CICV em todo o mundo tem sido o de garantir a saúde de presos, com visitas e recomendações que são mantidas sigilosas aos governos, mesmo em tempos de guerra. No caso da China, o CICV estabeleceu um acordo com o governo de Pequim que autorizou, em 2005, que a entidade abrisse um escritório na capital do país. Os funcionários internacionais são responsáveis por monitorar a situação na China, Mongólia e Coréia do Norte. O CICV, porém, tem apenas a função de promover o direito humanitário. Quanto ao últimos incidentes no Tibete, o CICV evita fazer qualquer comentário. Mas deixa claro que a região não é uma zona de conflito armado.

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