Cruz Vermelha diz não ter informações sobre saúde de Ingrid Betancourt

Bogotá, 20 mai (EFE).- O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) admitiu hoje, em Bogotá, que não tem informações sobre o estado de saúde de Ingrid Betancourt e dos outros 39 reféns que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pretende trocar por rebeldes detidos.

EFE |

"Infelizmente, não temos informação alguma", disse a chefe da delegação do CICV na Colômbia, Barbara Hintermann, segundo quem a entidade tem conhecimento apenas das versões divulgadas publicamente por segundos ou terceiros.

Hintermann também afirmou que as Farc não contataram a Cruz Vermelha para eventuais novas libertações unilaterais de reféns ou missões de assistência médica aos seqüestrados.

No CICV, "não temos nenhuma solicitação para dizer se vai haver mais libertações, mas continuamos esperançosos", acrescentou Hintermann, que convocou a imprensa para apresentar Christophe Beney, aquele que irá substituí-la na Colômbia daqui a um mês.

"Não temos informações sobre mais libertações unilaterais ou não unilaterais. Nenhum pedido chegou ao nosso escritório", frisou.

A chefe da delegação colombiana do CICV reconheceu que o caso dos reféns passa por "um momento um pouco complicado" e provavelmente será preciso "um pouquinho de paciência".

No entanto, Hintermann disse que espera que as Farc liberte mais reféns, como fez em 10 de janeiro e 27 de fevereiro deste ano, quando soltou seis pessoas seqüestradas entre 2001 e 2002, cinco delas ex-congressistas.

Ainda segundo a representante da Cruz Vermelha, as Farc também não requisitaram à entidade uma missão médica para examinar os doentes, entre os quais se encontra Betancourt, cujo estado de saúde é delicado, segundo testemunhos de alguns ex-reféns.

"Infelizmente, há muito tempo que não há esta possibilidade de troca de mensagens familiares ou de oferta de assistência medicamentosa", lamentou Hintermann.

Para o CICV, "é uma frustração não ter a possibilidade de visitar os reféns", acrescentou a funcionária, que, no entanto, frisou que esta "é a realidade" do trabalho da entidade "em muitos países". EFE jgh/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG