Cruz Vermelha chega à cidade de Leogane e monta postos de ajuda

Genebra, 19 jan (EFE).- Pela primeira vez desde o terremoto ocorrido há uma semana no Haiti, a Cruz Vermelha conseguiu chegar a algumas das cidades mais atingidas pelo incidente, como Leogane, a 60 quilômetros de Porto Príncipe, segundo informou hoje a organização.

EFE |

"Estamos trabalhando com as autoridades locais para montar postos de primeiros socorros em Leogane e outras cidades atingidas", assinalou Philippe David, coordenador sanitário do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Haiti.

"Léogane - que tinha 134 mil habitantes - foi muito danificada pelo terremoto e as pessoas precisam de ajuda urgente", disse David.

Pelas avaliações do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (Ocha), nessa localidade quase 90% dos prédios foram destruídos.

"Estamos criando postos de primeiros socorros nas regiões mais castigadas pelo terremoto, e planejamos aumentar nossa assistência médica em Leogane", acrescentou o responsável do CICV.

Além disso, os engenheiros do CICV identificaram danos na torre de abastecimento de água que abastece Cité-Soleil, um dos bairros mais pobres de Porto Príncipe.

A torre está gravemente danificada e serão necessários importantes consertos. Enquanto isso, os moradores estão buscando água diretamente no local.

O CICV e a Cruz Vermelha haitiana abriram um escritório em Porto Príncipe para ajudar as vítimas a encontrarem seus familiares, que fica na sede da segunda, em Croix-de-Prez.

Espera-se que as rádios locais comecem a informar à população sobre o escritório.

Quanto ao site criado pelo CICV com o mesmo propósito, www.icrc.org/familylinks, já há mais de 23 mil nomes inscritos.

Mais de 1,5 mil são pessoas que se registraram para advertir os familiares que estão sãos e salvos.

Um novo avião do CICV, com 36 toneladas de água e equipamento sanitário, assim como material médico, sairá de Genebra esta noite com destino à República Dominicana, a partir de onde a carga seguirá por terra até Haiti.

Um segundo avião, com 2,5 mil cobertores, material para cozinhar e barracas de acampamento, sairá do Panamá nos próximos dias. EFE vh/dm

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