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Cruz Vermelha deplora uso indevido de seu símbolo na Colômbia

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse nesta quarta-feira que deplora o que chama de uso indevido de seu símbolo pelo governo colombiano, na operação que libertou a ex-senadora Ingrid Betancourt e outros 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no início de julho. Segundo a Cruz Vermelha, um vídeo veiculado pela TV colombiana na segunda-feira exibiu um membro da equipe do Exército colombiano vestindo um colete com o símbolo da organização antes mesmo de a operação ser iniciada.

BBC Brasil |

"(...) Estas imagens estabeleceriam sem equívocos o uso indevido de um emblema da Cruz Vermelha, fato que lamentamos", disse em uma nota à imprensa o diretor-adjunto de Atividades Operacionais da organização, Dominik Stillhart.

"Estamos em contato com as autoridades colombianas, a quem solicitamos mais esclarecimentos sobre o que aconteceu exatamente", acrescentou.

Segundo a Cruz Vermelha, o uso de seus emblemas está regulamentado pela Convenção de Genebra. Qualquer uso que não seja por seu próprio pessoal viola portanto um acordo internacional.

"O respeito total e cabal ao emblema da Cruz Vermelha é essencial para que a Cruz Vermelha possa prestar assistência e proteção às pessoas afetadas por conflitos armados e em situações de violência", diz a nota.

"Como organização neutra e imparcial, a Cruz Vermelha depende da confiança das partes em conflito para poder realizar seu trabalho humanitário."
Pedido de desculpas
Na operação de 2 de julho que resultou na libertação de Ingrid Betancourt, os militares ludibriaram os rebeldes das Farc passando-se por trabalhadores de organizações humanitárias internacionais.

Na terça-feira à noite, o ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos, reconheceu que o emblema foi utilizado desde o inicio da operação e pediu desculpas à Cruz Vermelha pelo uso do colete, mas condenou o vazamento do vídeo militar para emissoras de TV colombiana.

"Sentimos muito que isto tenha acontecido. Vamos averigüar o que aconteceu e tomar ações", declarou.

"Esse vazamento foi produto de um ato de deslealdade, possivelmente de corrupção ou inclusive de traição à pátria, porque põe em perigo a vida de pessoas que se dedicam a defender os interesses da pátria."
No fim de julho, guerrilheiros das Farc, que há mais de três décadas enfrentam o Estado colombiano nas selvas do país, entregaram à Cruz Vermelha seis pessoas que estavam entre as centenas de reféns que têm em seu poder, sugerindo que a guerrilha não perdeu sua confiança na organização.

O governo disse que o salvamento do início de julho foi resultado de uma longa preparação, uma interceptação das comunicações rebeldes e o trabalho no solo. Todos os rebeldes foram liberados com vida.

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