Cruz Vermelha acusa EUA de torturar detidos

Washington, 16 mar (EFE).- As autoridades dos Estados Unidos torturaram prisioneiros confinados em centros de detenção, alguns deles no exterior e em centros controlados pela CIA (Agência Central Inteligência), revelou um relatório da Cruz Vermelha Internacional.

EFE |

Segundo o relatório "The Black Sites", esses locais de tortura foram criados por ordem do ex-presidente George W. Bush, menos de uma semana depois dos ataques terroristas de 11 de Setembro.

Entre as torturas, os detidos eram impedidos de dormir e eram obrigados a ficar despidos por um longo período de tempo.

Além disso, eram submetidos a luzes e barulhos, imersos em água fria, e obrigados a permanecer de pé durante muito tempo, além de serem golpeados de diversas maneiras.

Segundo o relatório, esses métodos que o Governo Bush qualificava de "alternativos", eram "cruéis, desumanos e degradantes", e violavam a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura e as Convenções de Genebra.

A existência do relatório e seus detalhes foram divulgados no site "The New York Review of Books" com o título: "A tortura dos EUA: vozes dos locais escuros" (em tradução livre).

O documento se baseia em entrevistas de representantes da Cruz Vermelha com reclusos do centro de detenção de Guantánamo, também criado depois dos ataques de 11 de Setembro.

Guantánamo recebeu mais de 600 supostos terroristas capturados no Afeganistão e Iraque, que passaram um período indefinido no local e sem ser alvo de uma acusação formal.

Segundo o relatório, muitos dos prisioneiros de Guantánamo foram levados antes a essas prisões secretas em vários países, incluindo Tailândia, Afeganistão e Polônia.

De acordo com o diário "The Washington Post", o relatório de 43 páginas datado de fevereiro de 2007 foi entregue à CIA e a outros altos funcionários do Governo, incluindo o então presidente Bush.

EFE ojl/mh

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