Cronologia política da Mauritânia desde a independência

Nuakchott, 17 jul (EFE).- Relação dos acontecimentos políticos mais importantes na Mauritânia desde a independência do país, em 28 de novembro de 1960:.

EFE |

20 de agosto de 1961: Moktar Ould Daddah é eleito presidente e cria o Partido Popular Mauritano (PPM), que em 1964 se transforma em partido único.

1973: Mauritânia ingressa na Liga Árabe.

1975: Mauritânia assina acordo de repartição do Saara Ocidental com o Marrocos.

1978: Dadah é deposto em um golpe de Estado. Desde então, e até 1984, prevalece a instabilidade, com várias mudanças na chefia de Governo.

1979: Após alguns confrontos armados com a independentista Frente Polisário, a Mauritânia firma a paz e renuncia ao território saaráui, anexado ao Marrocos.

1981: Escravatura é abolida oficialmente, embora, segundo algumas ONGs, sua prática continue sendo tolerada em algumas regiões.

Dezembro de 1984: Coronel Maaouya Ould Sid'Ahmed Taya lidera golpe de Estado e assume o poder. Taya seria eleito presidente nas eleições de 1992 e reeleito em 1997, em votação boicotada pela oposição.

1991: Constituição que instaura o pluripartidarismo é promulgada.

8 de junho de 2003: Tentativa de levante contra o presidente Taya, liderado por oficiais do Exército, é finalmente abortada.

3 de agosto de 2005: Golpe de Estado leva ao poder uma Junta Militar liderada pelo coronel Ely Ould Mohammed Vall. O Governo estabelece um período de transição rumo à democracia.

25 de junho de 2006: Nova Constituição, que abre processo de transição democrática e garante alternância política, é adotada por uma arrasadora maioria após ser submetida a plebiscito.

2007.

22 de março: Mauritânia realiza primeiras eleições democráticas desde a obtenção de sua independência.

25 de março: País promove segundo turno das presidenciais, com vitória de Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdalahi (52,85% dos sufrágios).

2008.

30 de junho: Deputados apresentam moção de censura contra o Governo alegando ausência de crescimento econômico, aumento da pobreza e falta de transparência nas contas do Estado.

Primeiro-ministro Yahya Ould Ahmed El Waghef apresenta renúncia, mas é ratificado no posto e forma novo Governo.

6 de agosto: Golpe de Estado militar derruba presidente Abdalahi e o primeiro-ministro Waghef, depois do anúncio do Governo de que destituiria o Estado-Maior do Exército. Os dois líderes são detidos.

Junta Militar cria Conselho de Estado presidido pelo general Mohammed Ould Abdelaziz, até então chefe da Guarda Presidencial.

Abdelaziz passa a exercer o cargo de presidente da República.

13 de agosto: Deputada fica ferida em Nuakchott depois de a Polícia mauritana ter dispersado, com gás lacrimogêneo, uma manifestação de mulheres contra o golpe.

14 de agosto: Junta Militar nomeia Moulay Ould Mohammed Laghdaf primeiro-ministro.

17 de outubro: Estados Unidos impõem restrições de viagem aos membros da Junta Militar e do novo Governo, assim como a outras pessoas que "apóiam as políticas ou ações que impedem a Mauritânia de retornar a um regime constitucional".

21 de dezembro: Abdalahi é libertado, após ter sido detido em sua cidade natal, Lemden, no norte do país.

27 de dezembro: Começa assembleia convocada pela Junta Militar com o objetivo de devolver a ordem constitucional. Encontro decide pela realização de eleições presidenciais.

2009.

23 de janeiro: Junta Militar determina, de forma unilateral, a realização de eleições presidenciais para 6 de junho. Os contrários ao golpe anunciam que boicotarão o pleito.

11 de março: Fracassa a mediação do líder líbio Muammar Kadafi, na condição de presidente rotativo da União Africana (UA).

15 de abril: Abdelaziz renuncia ao posto de chefe da Junta Militar para apresentar candidatura às eleições de 6 de junho.

2 de junho: Junta Militar e oposição obtêm em Dacar um acordo para a formação de um Governo de unidade nacional e o adiamento das eleições presidenciais até 18 de julho.

4 de junho: Acordo firmado em Nuakchott põe fim à crise criada após o golpe de Estado de agosto de 2008. São libertados o premiê deposto e três ex-integrantes de alto escalão da antiga companhia aérea Air Mauritanie que tinham sido acusados pela quebra da empresa.

2 de julho: Começa a campanha eleitoral, com dez candidatos e Abdelaziz como grande protagonista, liderando seu recém-criado partido União das Forças Progressistas (UPM). EFE doc/fr

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