Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

Cronologia dos principais acontecimentos políticos no Paquistão desde 1998

Islamabad, 5 set (EFE).- Um colégio eleitoral formado por legisladores do Paquistão elege amanhã o sucessor de Pervez Musharraf na Presidência do país.

EFE |

Segue cronologia dos principais acontecimentos em território paquistanês ao longo dos últimos dez anos, desde que Musharraf foi nomeado comandante-em-chefe do Exército pelo então primeiro-ministro Nawaz Sharif, em outubro de 1998.

A compilação envolve ainda a reeleição de Musharraf para um novo mandato presidencial, em 2007, e sua renúncia, em agosto deste ano.

.

13 de outubro de 1998.- Musharraf é nomeado comandante-em-chefe do Exército pelo primeiro-ministro Nawaz Sharif.

Maio de 1999.- Exército paquistanês promove incursão em Kargil (Caxemira). A mediação de Bill Clinton leva à retirada dos soldados e evita uma nova guerra com a Índia.

12 de outubro de 1999.- Sharif destitui Musharraf durante seu retorno de uma viagem ao Sri Lanka. Musharraf consegue aterrissar em Karachi e organiza um golpe de Estado contra Sharif.

Dezembro de 2000.- Sharif, condenado à prisão perpétua, parte rumo ao exílio na Arábia Saudita em troca do perdão presidencial.

20 de junho de 2001.- Musharraf se proclama presidente.

Setembro de 2001.- Após os atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos, Musharraf se torna aliado de Washington na luta contra o terrorismo.

30 de abril de 2002.- O chefe do Exército ratifica seu cargo presidencial em um controvertido plebiscito, e o prorroga por cinco anos.

10 de outubro de 2002.- Musharraf permite a realização de eleições legislativas, das quais sai vencedor um partido que o apóia, a Liga Muçulmana do Paquistão-Quaid (PML-Q). Há denúncias de fraude.

1º de janeiro de 2004.- Musharraf recebe voto de confiança na Assembléia paquistanesa após conseguir aprovar uma emenda constitucional que lhe concede o dobro do comando do Estado e do Exército até novembro de 2007.

1º de agosto de 2004.- Shaukat Aziz, ex-ministro das Finanças, é eleito primeiro-ministro do Paquistão após a renúncia de Zafarullah Khan Jamali.

9 de março de 2007.- Alegando "abuso de poder", Musharraf retira do cargo o presidente do Tribunal Supremo Iftikhar Chaudhry, que se ocupava de alguns casos contra os interesses do regime.

20 de julho de 2007.- O Tribunal Supremo oficializa a restituição de Chaudhry do cargo. Musharraf acata a decisão.

5 de outubro de 2007.- Musharraf promulga anistia, recorrida no Tribunal Supremo paquistanês, que beneficia a exilada ex-primeira-ministra Benazir Bhutto e seu marido, Asif Ali Zardari.

6 de outubro de 2007.- Musharraf obtém um segundo mandato como presidente, cuja legalidade é logo questionada no Supremo.

18 de outubro de 2007.- Bhutto, líder do opositor Partido Popular do Paquistão (PPP), retorna do exílio. Nesse mesmo dia, escapa ilesa de um atentado que deixa cerca de 140 mortos em Karachi (sul).

3 de novembro de 2007.- Musharraf impõe estado de exceção, justificado por uma onda de atentados que assola o país, e fala em ingerência do Poder Judiciário nos assuntos do Executivo. O chefe do Supremo, Chaudhry, e outros magistrados ficam em prisão domiciliar.

22 de novembro de 2007.- Um reformulado Tribunal Supremo ratifica a validade da reeleição de Musharraf como presidente.

25 de novembro de 2007.- O ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif volta ao Paquistão do exílio, graças a uma decisão judicial.

28 de novembro de 2007.- Musharraf abandona a chefia das Forças Armadas. É substituído pelo general Ashfaq Pervez Kayani.

29 de novembro de 2007.- Musharraf, já como civil, faz o juramento de seu novo mandato presidencial de cinco anos.

15 de dezembro de 2007.- O presidente suspende o estado de exceção.

27 de dezembro de 2007.- Benazir Bhutto morre em um atentado após realizar um comício em Rawalpindi, perto de Islamabad.

30 de dezembro de 2007.- O filho de Bhutto, Bilawal, é eleito presidente do PPP, mas delega o cargo temporariamente a seu pai, Zardari, até completar seus estudos em Oxford.

2 de janeiro de 2008.- A Comissão Eleitoral adia o pleito legislativo de 8 de janeiro para 18 de fevereiro devido à destruição de materiais de campanha e oficinas eleitorais, em meio à onda de violência que se seguiu ao assassinato de Benazir Bhutto.

18 de fevereiro de 2008.- São realizadas eleições legislativas, nas quais o PPP sai vencedor, seguido da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), de Sharif.

9 de março de 2008.- O PPP e a PML-N definem a formação de um Governo de coalizão, do qual também fazem parte dois partidos minoritários.

25 de março de 2008.- O candidato do PPP, Yousef Raza Guilani, presta juramento como novo primeiro-ministro do país.

24 de abril de 2008.- Baitullah Mehsud, principal líder talibã paquistanês, anuncia cessar-fogo na região tribal do Waziristão do Sul, como resultado das negociações que o Governo empreendeu com os insurgentes.

6 de maio de 2008.- O Tribunal Superior de Sindh (sudeste) retira todas as acusações de corrupção que pesavam sobre Zardari, em virtude da anistia concedida por Musharraf.

12 de maio de 2008.- A PML-N retira seus nove ministros do Governo de coalizão devido a desavenças com o PPP sobre a restauração do Supremo.

2 de junho de 2008.- Morrem seis pessoas e 20 ficam feridas em um atentado contra a Embaixada da Dinamarca em Islamabad, o primeiro contra interesses ocidentais desde a formação do novo Governo.

28 de junho de 2008.- Mehsud anuncia a suspensão das negociações de paz com o Governo até que o Exército detenha suas operações contra rebeldes em zonas tribais.

7 de agosto de 2008.- O PPP e a PML-N anunciam que apresentarão uma série de denúncias no Parlamento para iniciar um processo de impeachment contra Musharraf.

O Exército lança uma operação contra insurgentes na demarcação tribal de Bajaur, na fronteira com o Afeganistão. Em três semanas, as ações deixam cerca de 600 mortos.

8 de agosto de 2008.- Quatro ministros do partido de Sharif voltam ao Governo. A PML-N anuncia que os outros cinco farão o mesmo tão logo seja restabelecido o Supremo.

18 de agosto de 2008.- Após quase nove anos no poder, Musharraf anuncia sua renúncia e evita a impugnação parlamentar.

21 de agosto de 2008-. Morrem 78 pessoas em um duplo atentado suicida em frente à principal fábrica de armamento paquistanesa, localizada no quartel de Wah, a cerca de 30 quilômetros de Islamabad.

23 de agosto de 2008.- O PPP designa Zardari como candidato à Presidência do Paquistão.

25 de agosto de 2008.- A PML-N abandona definitivamente o Governo, ao comprovar que o PPP não está disposto a reconduzir os magistrados do Supremo, e anuncia candidatura própria à Presidência, liderada pelo ex-chefe do Supremo Saeeduzzaman Siddiqui.

26 de agosto de 2008.- A Justiça suíça abandona a investigação por suposta lavagem de dinheiro que envolvia Zardari, após o encerramento no Paquistão de dois processos contra o dirigente.

30 de agosto de 2008.- A Comissão Eleitoral confirma três candidaturas para a Presidência na votação de 6 de setembro: as de Zardari, Siddiqui, e de Mushahid Hussain, da PML-Q, que apoiou o regime de Musharraf. EFE pk-amp/fr

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG