Cronologia dos fatos mais relevantes em Mianmar desde 2003

Bangcoc, 11 ago (EFE).- A líder do movimento democrático birmanês e prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, foi declarada hoje culpada e condenada a três anos de reclusão, embora a pena tenha sido reduzida pela Junta Militar, que ordenou sua prisão domiciliar durante 18 meses.

EFE |

A ordem foi ditada pelo chefe da Junta Militar, general Than Shwe, após o julgamento de Suu Kyi. A líder opositora já havia passado quase 14 dos últimos 20 anos em prisão domiciliar por ativismo político.

Principais eventos ocorridos com Suu Kyi ao longo de sua terceira prisão domiciliar, que durou quase seis anos:.

30 de maio de 2003: Seguidores do regime atacam a caravana de Suu Kyi e 70 pessoas morre em Yaway Oo, 650 quilômetros ao norte de Yangun. Vários ativistas são detidos junto à líder opositora, que volta a ser encarcerada, após um curto período de liberdade.

26 de agosto de 2003: General Khin Nyunt anuncia um plano de sete pontos para introduzir reformas democráticas, poucos dias após ser nomeado primeiro-ministro.

19 de outubro de 2004: Khin Nyunt é acusado de corrupção e detido. Em seguida, é substituido por Soe Win.

18 de maio de 2007: General Thein Sein sucede Soe Win, que tem saúde delicada e morre no outono desse mesmo ano.

3 de setembro de 2007: Convenção Nacional completa a minuta constitucional.

24 de setembro de 2007: Pelo menos 300 mil pessoas lideradas por monges budistas protestam contra o regime, na maior manifestação desde 1988.

25 de setembro de 2007: Regime militar contém o protesto.

29 de setembro de 2007: Novo enviado especial da ONU para Mianmar, Ibrahim Gambari, chega a Yangun para tentar restabelecer diálogo entre o Governo e Suu Kyi.

20 de outubro de 2007: Autoridades levantam o toque de recolher declarado em setembro, após deterem quase três mil pessoas.

18 de dezembro de 2007: Gambari diz que está "muito preocupado" com o pouco progresso conseguido.

9 de fevereiro de 2008: Governo anuncia plebiscito constitucional para maio desse ano e a realização de eleições parlamentares em 201.

2 de maio de 2008: Ciclone "Nargis" entra pelo sul de Mianmar e deixa 139 mil mortos.

10 e 24 de maio de 2008: Plebiscito constitucional consegue mais de 92% dos votos, segundo números oficiais.

27 de maio de 2008: Detidos 15 membros da Liga Nacional pela Democracia (LND), horas antes de a prisão domiciliar de Suu Kyi ser estendida por outro ano.

23 de agosto de 2008: Gambari conclui outra visita a Mianmar, sem conseguir se reunir com Suu Kyi e com o chefe da Junta Militar.

6 de maio de 2009: Americano que passou dois dias na casa de Suu Kyi, após burlar as medidas de segurança, é detido.

14 de maio de 2009: Suu Kyi entra na prisão de Insein para ser julgada por violar as condições da reclusão domiciliar que cumpria desde 2003.

18 de maio de 2009: Começa o julgamento de Suu Kyi apesar das reiteradas condenações da comunidade internacional, liderada por Estados Unidos, ONU e União Europeia.

26 de maio de 2009: Suu Kyi nega ter violado os termos da prisão domiciliar perante o tribunal.

11 de junho de 2009: Advogados de Suu Kyi recorrem ao Superior Tribunal de Justiça de Mianmar para que lhes permita apresentar outras duas testemunhas.

19 de junho de 2009: Suu Kyi completa 64 anos na prisão de Yangun, enquanto líderes mundiais e famosos continuam pedindo sua libertação.

26 de junho de 2009: Gambari começa visita ao país para abrir caminho a uma possível viagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

29 de junho de 2009: Supremo rejeita o recurso de apelação apresentado pelos advogados da líder opositora.

3 de julho de 2009: Ban inicia visita de dois dias em que o general Than Shwe, presidente da Junta Militar, se nega a permitir que se reúna com Suu Kyi.

24 de julho de 2009: Começa a exposição dos argumentos finais do julgamento pela defesa.

28 de julho de 2009: Termina o julgamento contra Suu Kyi, que aguarda audiência para a sentença, prevista pra 31 de julho.

31 de julho de 2009: Tribunal especial adia para 11 de agosto anúncio da sentença de Suu Kyi. EFE mg/rr

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