Bangcoc - O Tribunal Constitucional da Tailândia dissolveu hoje o governante Partido do Poder do Povo (PPP) e desabilitou por cinco anos seus dirigentes, entre eles o primeiro-ministro Somchai Wongsawat, que assumiu o poder há 75 dias.

A Justiça local também dissolveu os partidos da coalizão governamental Chart Thai (Nação Tailandesa) e Matchimathipatai (Pela Democracia).

Cronologia dos 75 dias do mandato do primeiro-ministro tailandês à frente do Governo.

Setembro

Dia 17

O Parlamento escolhe como primeiro-ministro Wongsawat, cunhado de Thaksin Shinawatra, o líder deposto no golpe de Estado de 2006 e primeiro alvo dos protestos da Aliança do Povo para a Democracia.

Outubro

Dia 7

Duas pessoas morrem e cerca de 400 ficam feridas na explosão de granadas de gás lacrimogêneo contra manifestantes da Aliança nas imediações da sede governamental. Eles exigem a renúncia de Wongsawat.

Dia 21

Shinawatra é condenado à revelia a dois anos de prisão por abuso de poder cometido quando governava.

Novembro

Dia 20

Dois manifestantes da Aliança morrem e 30 ficam feridos em duas explosões de granadas na sede governamental.

Dia 24

Os líderes da Aliança começam a "batalha final" com um cerco ao Parlamento da Tailândia, onde estava convocada uma sessão mista de ambas as câmaras.

O Legislativo suspende de forma indefinida o plenário e os manifestantes se retiram.

Dia 25

Cerca de 10.000 seguidores da Aliança invadem os escritórios provisórios do Governo no velho aeroporto de Don Muang, 30 quilômetros ao norte de Bangcoc, para impedir que o Executivo se reúna.

Os manifestantes assediam o quartel-general das Forças Armadas para impedir que o Governo realize uma reunião no local.

Seguidores da Aliança entram no terminal de embarque do aeroporto internacional de Suvarnabhumi, em Bangcoc, o principal do país.

Dia 26

Pelo menos doze pessoas ficam feridas durante as explosões ocorridas de madrugada nas proximidades dos aeroportos de Don Muang e Suvarnabhumi, sob o controle dos manifestantes.

As autoridades suspendem todos os vôos em Suvarnabhumi.

O chefe do Exército da Tailândia, o general Anupong Paochinda, propõe ao Governo que dissolva o Parlamento e realize eleições.

Wongsawat retorna ao país e, após fazer uma breve escala em Don Muang, voa à cidade de Chiang Mai, 600 quilômetros ao norte da capital e forte reduto de seu partido.

O governante anuncia em mensagem à nação que seu Governo é legítimo, que não renunciará e que também não dissolverá o Parlamento.

Dia 27

Os seguidores da Aliança tomam o controle de Don Muang.

O líder declara o estado de exceção em Suvarnabhumi e Don Muang.

A Aliança anuncia que continuará com sua mobilização.

Dia 28

A Aliança ameaça iniciar uma revolta popular se a Polícia utilizar a força para dissolver os protestos.

A Polícia começa a negociar com os manifestantes que ocupam os dois aeroportos da capital.

O Governo destitui o diretor da Polícia.

Dia 29

Shinawatra adverte que um novo golpe de Estado acarretará um derramamento de sangue.

Dia 30

Um líder dos protestos antigovernamentais assegura que os aeroportos da capital continuarão ocupados.

Pelo menos 52 pessoas ficam feridas após a explosão de uma granada na sede do Governo, ocupada pelos manifestantes da Aliança.

Dia 1º

Os militares pedem ao Governo e aos manifestantes que ocupam a sede governamental e os dois aeroportos de Bangcoc que deixem a crise de lado para o aniversário do rei Bhumibol Adulyadej, no dia 5 de dezembro.

Dia 2

Uma pessoa morre e outras 20 ficam feridas na explosão de uma granada atirada contra manifestantes da Aliança concentrados nas proximidades do aeroporto de Don Muang.

O Tribunal Constitucional ordena a dissolução do partido de Wongsawat, ao declará-lo culpado de fraude eleitoral.

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