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Cronologia da operação chumbo fundido de Israel em Gaza

Madri, 3 jan (EFE).- Tropas israelenses cruzaram esta noite a fronteira de Gaza bombardeada desde 27 de dezembro, na denominada operação Chumbo fundido, após o Hamas lançar vários foguetes contra povoações israelenses, no final da trégua de seis meses negociada pelo Egito.

EFE |

Estas são as datas-chave na denominada operação "Chumbo fundido":.

ANO 2008.

16 de dezembro.- Três dias antes do fim do cessar-fogo de seis meses, três foguetes caem em um terreno baldio do sul de Israel, sem provocar vítimas ou danos materiais.

17 de dezembro.- Dois dias antes do fim do cessar-fogo, milícias palestinas ligadas ao Hamas lançam 22 foguetes e uma bomba contra o território israelense, ferindo duas pessoas.

18 de dezembro.- O Hamas declara que não renovará o cessar-fogo."A calma acabou", diz um de seus chefes, Hamas Ayman Taha, em comunicado 19 de dezembro.- Milicianos palestinos lançam três foguetes pouco após o fim oficial da trégua entre Hamas e Israel em Gaza.

24 de dezembro.- Grupos armados palestinos lançam cerca de 100 foguetes e projéteis contra o sul de Israel.

25 de dezembro.- Israel ameaça com uma operação militar a grande escala em Gaza, se os grupos armados palestinos prosseguirem seus ataques.

27 de dezembro.- Por volta das 11h30 locais (15h30 de Brasília), aviões e helicópteros israelenses bombardeiam mais de 50 alvos do Hamas em Gaza. Começa a "Operação Chumbo Fundido", a mais sangrenta desde 1967, que no primeiro dia de hostilidades matou cerca de 200 pessoas.

Em resposta, milicianos palestinos lançam foguetes contra Israel, um dos quais mata uma mulher israelense em Netivot.

A condenação da Liga Árabe é seguida pelas do Governo da Rússia e a da Autoridade Nacional Palestina que governa os territórios palestinos da Cisjordânia e foi expulsa da Faixa de Gaza em junho de 2007 pelo Hamas.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pede ao Hamas que cesse seus ataques contra Israel.

28 de dezembro.- Israel bombardeia a Universidade Islâmica, importante símbolo do movimento islâmico Hamas e túneis utilizados para ligar Gaza ao Egito.

Ativistas palestinos respondem com o lançamento de mísseis.

O Governo israelense autoriza a mobilização de milhares de reservistas.

Em paralelo aos ataques aéreos, Israel posiciona baterias de artilharia e centenas de soldados na fronteira com Gaza.

O Conselho de Segurança da ONU e o secretário-geral da organização, Ban Ki-Moon, expressam sua preocupação e pedem um cessar-fogo.

O Governo da Síria anuncia que o ataque fecha as portas a suas negociações com Israel.

29 de dezembro.- A Força Aérea israelense retoma de madrugada seus ataques que atingem o Ministério do Interior do Hamas e outros edifícios vinculados ao movimento.

Milícias palestinas prosseguem o lançamento de foguetes contra o sul de Israel, e causam a morte de três israelenses nas cidades de Ashkelon, Nahal Oz e Ashod.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) suspende as negociações de paz com Israel.

O chefe do grupo xiita libanês Hisbolá, Hassan Nasrallah, conclama uma nova intifada.

30 de dezembro.- Israel continua seus bombardeios com ataques a prédios do Governo e outros alvos relacionados ao Hamas.

31 de dezembro.- Israel destrói escritórios do chefe do Governo do Hamas, Ismail Haniyeh.

Israel rejeita formalmente uma proposta francesa de declarar uma "trégua humanitária" de 48 horas em Gaza. A proposta é rejeitada também pelo Hamas.

ANO 2009.

1º de janeiro.- Um bombardeio sobre o campo de refugiados de Jabalya acaba com a vida de Nizar Rayyan, um dos principais chefes do Hamas.

A ministra de Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni reúne-se em Paris com Nicolas Sarkozy e lhe comunica que os bombardeios seguirão até que parem os ataques do Hamas.

2 de janeiro.- Enquanto continuam os bombardeios, Israel permite a evacuação de estrangeiros pela passagem de Erez.

3 de janeiro.- Após bombardear ao longo do dia - matando um destacado dirigente do Hamas, Abu Zakaria al-Jamal, que ligava os braços político e armado de grupo - e usar pela primeira vez fogo de artilharia, carros de combate israelenses apoiados por fogo de helicópteros iniciam a incursão terrestre em Gaza. EFE gd/jp

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