Cronologia da operação antiterrorista da Rússia na Chechênia

A Rússia anunciou nesta quinta-feira a conclusão de quase uma década de operações antiterroristas na Chechênia.

AFP |

1999

Outubro

- 1º: Os russos entram na Chechênia. Moscou não reconhece mais a legitimidade do então presidente Aslan Masjadov.

- 6: Os rebeldes se retiram para o norte.

- 7: Moscou rejeita a mediação internacional.

Novembro

- 25: Início da batalha de Grozny, defendida por 2.000 separatistas.

2000

Fevereiro

- 6: Vladimir Putin anuncia a "libertação" de Grozny.

- 29 fev/3 março: 84 pára-quedistas russos morrem perto de Argun (sul).

Junho

- 8: Putin coloca a Chechênia sob administração presidencial direta e nomeia o ex-mufti Ahmad Kadyrov para a chefia da administração pró-russa.

2001

- 22 de Janeiro: Putin confia aos serviços de segurança russos (FSB, ex-KGB) a direção das operações.

- 24 de Fevereiro: O deputado da Chechênia na Duma, Aslambek Aslajanov, reconhece que foi "impossível" deter a "limpeza étnica" e o "genocídio" na Chechênia.

Descobrem 60 corpos numa fossa perto do comando russo na periferia de Grozny.

Julho

- 10: O Conselho da Europa afirma que um número "considerável" de detentos sofreu maus-tratos pelas forças russas.

- 16: Putin reconhece "irregularidades e abusos" do exército.

- 19 de Novembro: Fracassam as primeiras negociações entre emissários de Putin e Masjadov, pois Moscou exige uma rendição sem condições.

2002

- 30 de Dezembro 2001 e 1 de Janeiro: Mais de uma centena de combatentes morrem depois de uma operação das forças russas perto de Grozny.

- 19 de Agosto: Um helicóptero russo Meu-26 é abatido: 121 mortos.

Outubro

- 23/26: Um comando checheno toma 800 reféns num teatro de Moscou. O assalto das forças especiais russas provoca 129 mortos, quase todos por asfixia.

- 27 de Dezembro: Explosão de carros-bomba diante da sede do governo pró-russo em Grozny: 83 mortos.

2003

- 23 de Março: Moscou e Grozny proclamam a vitória do "sim" no referendo sobre o pertencer "inalienável" da Chechênia à Rússia.

- 12 e 14 de Maio: Dois atentados suicidas - um deles assumido pelo chefe de guerra Chamil Basaiev, contra um prédio das forças da ordem; o outro por uma mulher-bomba contra Akhmad Kadyrov, causam 60 e 18 mortos.

Julho

- 5: Um duplo atentado suicida cometido por mulheres provoca 20 mortos durante um show de rock em Moscou.

- 25: O coronel Yuri Budanov é condenado a 10 anos de prisão pelo assassinato de uma jovem chechena em março de 2000, depois de três anos de processo judicial. É a primeira vez que um militar russo dessa patente é condenado por um crime cometido na Chechênia.

- 29: A direção de operações passa ao ministério do Interior.

- 1º de Agosto: O hospital militar de Mozdok (Cáucaso russo) é arrasado por um atentado suicida, reivindicado por Basaiev: 50 mortos.

- 5 de Outubro: Akhmad Kadyrov ganha a eleição presidencial (80,84% dos votos) numa votação polêmica.

- 5 e 9 de Dezembro: Dois atentados suicidas, contra um trem no sudoeste da Rússia (46 mortos), e em Moscou (6 mortos), são assumidos por Basaiev.

2004

Fevereiro

- 6: Um atentado com explosivos no metrô de Moscou, por um grupo checheno desconhecido, causa pelo menos, 41 mortos.

--2005--

- 8 março: Aslan Maskhadov é morto pelas forças especiais do FSB (serviço de segurança federal).

--2006--

- 4 março: Ramzan Kadyrov, filho de Akhmad Kadyrov, é nomeado à chefia do governo checheno pró-russo.

- 10 jul: Shamil Bassaiev é morto.

--2007--

- 2 março: Ramzan Kadyrov se torna, aos 30 anos, o novo presidente checheno.

--2009--

- 16 abril : fim da operações antiterrorista na Chechênia.

bur-vl/cn

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