O cronograma da libertação dos dois reféns da guerrilha das Farc prevista para esta segunda e quarta-feira foi alterado pela inesperada decisão do presidente Alvaro Uribe de proibir a mediação de uma comissão civil, informou umd os membros dessa comissão, a Colombianos pela paz.

"Toda esta situação alterou o cronomogra e estamos esperando para passar à opinião pública uma posição a respeito", assinalou Iván Cepeda, membro do grupo que media a libertação dos reféns.

Falando à rádio Caracol, Cepeda se absteve de opiniar sobre o anúncio de Uribe.

"Não quermos neste momento comentar qualquer tipo de declaração do Governo e sim simplesmente lançar uma mensagem à opinião pública de que os 'Colombianos pela Paz' vão se empenhar para superar este impasse", enfatizou.

Uribe desautorizou a participação do grupo civil nas operações de entrega de reféns da guerrilha das Farc e determinou que apenas o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) poderá receber sequestrados a serem libertados.

"O governo não pode permitir que o terrorismo continue fazendo fetas com a dor dos sequestrados e suas famílias", assinalou Uribe em um pronunciamento na casa de Nariño, sede presidencial, onde recebeu durante a madrugada desta segunda os quatro militares libertados no domingo pelas Farc.

"Em consequência, se autoriza exclusivamente o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e seu apoio logístico concedido pela República do Brasil para continuar com esta operação, o que é suficiente para um ato humanitário", enfatizou o presidente.

No domingo, o helicóptero brasileiro com os quatro reféns colombianos libertados pela guerrilha pousou às 18H56 (23H56 GMT, 21H56 de Brasília) no aeroporto Vanguardia da cidade de Villavicencio, 90 km a sudeste de Bogotá.

As Farc entregaram os reféns Alexis Torres, Juan Fernando Galicia e José Walter Lozano, membros da polícia, e o soldado William Rodríguez.

axm-cop/cn

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