Croata detido por trama para matar Morales é visitado por deputados

La Paz, 5 mai (EFE).- Um dos detidos por envolvimento em uma trama terrorista investigada na Bolívia afirmou hoje que duvida que os dois húngaros considerados foragidos pela Promotoria ainda estejam vivos.

EFE |

O presidente da comissão de deputados que investiga o caso, o governista César Navarro, disse à imprensa que o boliviano-croata Mario Tadic expressou dúvidas de que sigam vivos os húngaros Gábor Dudog e Daniel Gaspar.

A Promotoria considera Dudog e Gaspar membros foragidos do grupo terrorista desarticulado em Santa Cruz, leste, em uma operação policial na qual morreram três supostos mercenários estrangeiros e foram detidos Tadic e outro suposto membro da organização.

Tadic disse aos deputados que o entrevistaram em uma prisão de La Paz, que o líder da quadrilha, Eduardo Rózsa-Flores, morto na ação policial, tinha dito antes do desaparecimento dos húngaros que achava "mais barato gastar duas balas que comprar duas passagens".

"Tadic duvida de que estas pessoas húngaras estejam vivas", acrescentou Navarro à imprensa, após o encontro.

Tadic foi detido em 16 de abril em um hotel de Santa Cruz na operação policial antiterrorista, na qual, além de Rózsa-Flores, boliviano com cidadania húngara e croata, também morreram Árpád Magyarosi (romeno de origem húngaro) e Michael Martin Dwyer (irlandês).

Segundo as investigações da Promotoria, o grupo supostamente pretendia assassinar o presidente Evo Morales, organizar milícias de resistência em Santa Cruz e, posteriormente, colocar uma secessão territorial.

A Promotoria informou ainda que convocará para depor o governador regional de Santa Cruz, o opositor Rubén Costas, e o empresário Branko Marinkovic, destacado líder autonomista dessa região, que foram implicados no caso de terrorismo por outras testemunhas. EFE az/db

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