Croácia e Albânia vão entrar na Otan

Os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) concordaram, na noite desta quarta-feira, em convidar a Albânia e a Croácia a aderir à Aliança Atlântica, anunciou o porta-voz da Otan, James Appathurai. Os membros realizam uma cúpula na Romênia para discutir, entre outros assuntos, sua eventual ampliação.

Redação com agências internacionais |

"Há um consenso sobre o convite a dois dos três países" candidatos a dar início às negociações de adesão, declarou o porta-voz depois de um jantar dos chefes de Estado e de governo dos 26 países da Otan, na abertura a uma cúpula de três dias em Bucareste.

"Também houve unanimidade sobre o fato de que o terceiro país, a ex-república iugoslava da Macedônia, deve iniciar as negociações de adesão assim que for possível", frisou Appathurai.

A Grécia havia confirmado no início da noite sua intenção de vetar a adesão da Macedônia, devido a sua antiga divergência com Skopje sobre o nome da ex-república iugoslava, que pertence, segundo Atenas, ao patrimônio histórico grego.

Adesão da Ucrânia e Geórgia

O presidente norte-americano, George W. Bush, pediu à Otan que ofereça à Geórgia e Ucrânia um "caminho claro" na adesão à Aliança Atlântica. "A posição de meu país é clara: a Otan deveria receber a Geórgia e a Ucrânia no Plano de Ação para a Adesão à Otan (MAP), o que daria a estes países o status de candidatos oficiais à Aliança", disse Bush em um discurso antes da reunião na capital da Romênia.

A abertura da Otan à Geórgia e Ucrânia divide profundamente a Aliança. Vários países aliados, liderados por França e Alemanha , têm sérias dúvidas e não aceitam as candidaturas, assim como a Rússia, que não faz parte do grupo e mantém as duas ex-repúblicas soviéticas sob sua esfera de influência geopolítica.

AFP
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Ucranianos fazem protesto contra adesão do país a Otan
No caso da Ucrânia a dúvida fica por conta do apoio ou não da população à adesão. Quanto à Geórgia o problema são as tentativas de separatismo na Abkhazia e na Ossétia do Sul.

De acordo com uma decisão dos chefes de Estado, as duas ex-repúblicas soviéticas terão que esperar até serem convidadas à fase seguinte de aproximação com a Otan.

"Por enquanto, não espero que o MAP aconteça para a Ucrânia e Geórgia durante esta reunião", acrescentou em entrevista coletiva. "Haverá mais conversas amanhã sobre Ucrânia e Geórgia. A porta da Otan está aberta, isso é um princípio unânime entre todos os países-membros", ressaltou Appathurai.

Além disso, indicou que os países da Organização "não vão permitir qualquer veto do exterior" da Aliança, em clara referência à Rússia, que rejeita veementemente a adesão de suas duas ex-repúblicas.

"Os aliados vão deixar Bucareste unidos neste assunto", disse o porta-voz.

A eventual adesão da Ucrânia à Otan provocará uma "profunda crise" nas relações entre Kiev e Moscou, advertiu ontem Grigori Karasin, vice-ministro de Assuntos Exteriores da Rússia.

Afeganistão como prioridade

Bush também pediu aos países da Otan o envio de mais tropas ao Afeganistão, por considerar que é necessário que a Aliança transforme esta missão em sua prioridade.

Em um discurso em Bucareste antes da abertura da reunião de cúpula da Otan, Bush citou a decisão americana de enviar mais de 3 mil fuzileiros navais ao Afeganistão, assim como o anúncio da França de que reforçará sua presença no país. "Pedimos a outros países que também enviem tropas adicionais", afirmou.

A ameaça terrorista é real, é mortal, e vencer este inimigo é a principal prioridade da Otan. Nossa aliança deve permanecer decidida a realizar este combate", acrescentou Bush.

(*Com informações das agências Efe e AFP)

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