Críticos de Berlusconi invejam suas proezas sexuais, diz Putin

Premiês russo e italiano costumam mostrar cumplicidade com frequência; popularidade de Berlusconi cai a mínimo histórico

iG São Paulo |

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, defendeu nesta sexta-feira seu colega Silvio Berlusconi afirmando que quem critica o premiê italiano pelos escândalos em que está envolvido tem inveja de suas proezas sexuais.

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Premiês russo, Vladimir Putin (E), e italiano, Silvio Berlusconi, participam de evento em Lesmo, Itália, em 26/04/2010
"Quem critica Berlusconi e sua especial atitude em relação ao belo sexo, na verdade quer atacá-lo por inveja. Ele sempre foi um estadista responsável em todos os sentidos do termo", disse o homem forte da Rússia, de acordo com a Ria Novosti, em um fórum econômico em Sochi (sudoeste).

Putin e Berlusconi são velhos amigos e costumam mostrar sua cumplicidade com frequência. Putin já havia feito comentários no passado sobre as aventuras sexuais de estadistas. Em 2006, ele brincou a respeito do então presidente israelense, Moshe Katzav, acusado de estupro.

"Ele virou um homem muito poderoso. Ele estuprou dez mulheres. Nunca não esperaria isso dele! Ele surpreendeu todos nós. Todos nós temos inveja dele!", declarou na ocasião da visita do ex-primeiro-ministro israelense Ehud Olmert, comentários descritos como brincadeira pelo Kremlin.

Queda de popularidade

Na quinta-feira, pesquisa publicada pelo jornal La Repubblica indicou que a popularidade de Berlusconi caiu a 24%, seu mínimo histórico. O enfraquecimento da imagem do premiê seria decorrente da adoção de dois planos de austeridade e dos escândalos sexuais e judiciais nos quais está envolvido.

Apenas 24% dos italianos confiam 'muito' ou 'o suficiente' em Berlusconi, índice que se deteriorou gradualmente nos últimos meses. Em junho, Il Cavaliere tinha 29% de popularidade, segundo o instituto IPR Marketing, em pesquisa com 1 mil participantes.

O porcentual daqueles que confiam 'pouco' ou 'nada' no chefe de governo passou de 60% a 64%, segundo sondagem em 13 de setembro. A imagem do líder conservador italiano, que em 2008 tinha 60% de popularidade, viu-se afetada depois da adoção de uma série de medidas de austeridade para aliviar a pressão imposta à Itália por parte dos mercados e para reduzir sua enorme dívida.

*Com AFP e EFE

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