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Críticos a Tratado de Lisboa festejam vitória do não na Irlanda

Dublin - O multimilionário irlandês Declan Ganley, diretor da organização Libertas, afirmou hoje que a quase certa vitória do não no plebiscito sobre o Tratado de Lisboa, sobre a Constituição da União Européia (UE), é uma grande notícia para a democracia irlandesa.

EFE |

"Isto é democracia em ação e a Europa tem que ouvir a voz do povo", disse o empresário, que lembrou que o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, tem agora "um mandato claro" para voltar a Bruxelas para renegociar o texto do bloco.

Concluída a apuração em 12 das 43 circunscrições da República da Irlanda, o "não" obtém 54,6% dos sufrágios, contra 45,4% do "sim", informou a emissora de televisão "RTE".

As primeiras previsões sobre a participação popular nas urnas se situavam em torno de 40% ou 45%, o que, inicialmente, parecia dar uma ligeira vantagem aos defensores do tratado.

Ganley foi um dos líderes da campanha pelo "não" a partir da plataforma da Libertas, grupo fundado por ele mesmo em 2004 para protestar contra o projeto de Constituição da UE.

Segundo a organização, o Tratado de Lisboa retiraria da Irlanda sua influência no bloco e permitiria a Bruxelas "interferir" em sua capacidade para determinar, por exemplo, seu próprio imposto de sociedades, uma das chaves do crescimento econômico da República.

A europarlamentar do Sinn Féin, Mary Lou McDonald, destacou que os cidadãos deram as costas ao texto "porque sentem que o país podia perder influência e poder".

O Sinn Féin, único partido com representação parlamentar que se opõe ao Tratado, e o resto de opositores -associações pacifistas, esquerdistas e conservadores- pedem agora ao Executivo que retorne a Bruxelas para que volte a negociar um tratado mais favorável para os interesses irlandeses.

O ministro de Economia irlandês, Brian Lenihan, lamentou que o texto da UE tenha sido derrotado pelas estratégias da "extrema direita e da extrema esquerda, como aconteceu tantas vezes na história da Europa".

O líder do Partido Socialista irlandês, Joe Higgins -sem representação parlamentar-, afirmou que a vitória dos opositores é uma grande resposta para a classe política e uma reivindicação dos direitos de milhões de trabalhadores europeus.

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