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Crítica de Biden ao Iraque está ultrapassada , diz Maliki

Por Waleed Ibrahim BAGDÁ (Reuters) - O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, reagiu na terça-feira ao novo governo dos EUA, dizendo que as críticas do vice-presidente norte-americano, Joe Biden, a respeito da demora nas reformas iraquianas estão ultrapassadas.

Reuters |

Antes de deixar Washington na semana passada para apresentar um importante discurso sobre política externa na Alemanha, Biden repreendeu Bagdá por não conseguir resolver disputas envolvendo a cidade de Kirkuk nem aprovar uma lei que determina a distribuição das riquezas do petróleo, entre outras questões.

"Acho que o nosso governo terá de se envolver muito profundamente. Vamos ter de chegar lá e sermos mais agressivos em forçá-los a lidar com essas questões", disse Biden.

Questionado na terça-feira sobre esses comentários, Maliki, cujos seguidores tiveram vitórias surpreendentes nas eleições provinciais de janeiro, reagiu.

"Acredito que falar em aplicar pressão sobre o governo iraquiano ou em adotar medidas duras contra ele não funciona mais", afirmou em entrevista coletiva em Bagdá ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy.

"Tal discurso está ultrapassado", afirmou. "Fomos nós que lançamos a reconciliação nacional."

Em sua campanha eleitoral ao lado do presidente Barack Obama, Biden costumava acusar o governo republicano de George W. Bush de não exercer suficiente pressão sobre os líderes iraquianos para fazerem concessões políticas.

Biden tem atritos com o governo iraquiano desde 2006, quando, como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, propôs dividir o Iraque em regiões autônomas governadas por árabes sunitas, xiitas e curdos.

A proposta enfureceu os líderes iraquianos, e o "Plano Biden" foi discretamente abandonado algum tempo depois.

Maliki, por sua vez, consolidou-se como um defensor de um Estado central forte no Iraque, opondo-se a qualquer medida que possa dividir o país por critérios étnicos ou sectários.

O apoio a seus aliados na eleição provincial de 31 de janeiro lhe deu um mandato forte para defender o centralismo, tendência que pode se aprofundar dependendo dos resultados do seu partido, o Dawa, na eleição parlamentar do final do ano.

(Reportagem adicional de Ross Colvin em Washington)

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