Cristo Redentor e mais 72 cidades brasileiras se unem à Hora do Planeta

Redação Central, 27 mar (EFE).- O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e o Teatro Amazonas de Manaus foram alguns dos pontos turísticos que em 72 cidades do país se somaram à Hora do Planeta e apagaram as luzes como protesto pacífico contra o aquecimento global.

EFE |

O blecaute voluntário em vários pontos do Brasil aconteceu entre as 20h30 e 21h30, em resposta a uma iniciativa promovida em 117 países pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês).

No Rio de Janeiro, as praias de Ipanema e Copacabana foram outros dos lugares onde as luzes foram apagadas, enquanto no Jardim Botânico, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, liderou o principal ato do dia.

Os mercados Ver-o-Peso e de São Brás em Belém; a ponte Água Estaiada, o estádio do Pacaembu e o Parque do Ibirapuera em São Paulo; e o Congresso Nacional em Brasília também participaram da jornada que incluiu 19 das 27 capitais brasileiras.

Os principais pontos turísticos do Brasil se uniram a outros de referência mundial.

"É uma hora por ano em que se sugere que os cidadãos manifestem sua preocupação em relação às mudanças climáticas. É um momento para dizer em alto e bom tom às autoridades, às empresas e à vizinhança que estamos atentos", declarou o superintendente de Conservação para Programas Regionais do WWF Brasil, Claudio Maretti.

No Brasil, participaram da iniciativa, entre outras empresas: Carrefour, Vivo, Unilever, Banco Santander, Mac Donnald's, Banco do Brasil, Telefônica e Grupo Pão de Açúcar.

A Hora do Planeta, que está esperando este ano a adesão de um bilhão de pessoas no mundo todo, surgiu na Austrália em 2007, e o Brasil participa desde a edição anterior.

Em outros lugares do mundo o evento também teve certa repercussão.

As pirâmides, entre outros lugares famosos do Egito, foram o destaque da Hora do Planeta no país.

Na hora indicada, as luzes que iluminam as pirâmides e a esfinge, ao sudoeste do Cairo, se apagaram, da mesma forma que outros lugares como a Cidade de Saladino, segundo as imagens divulgadas pela televisão egípcia.

Os monumentos mais famosos de Lisboa e Porto, as principais cidades de Portugal, e outros 20 municípios do país também se somaram ao blecaute mundial O Mosteiro dos Jerônimos, a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei, em Lisboa; o Mercado do Bolhão, Clérigos e Sé e as pontes Dom Luís e Dona Maria, no Porto; e o Convento de Cristo de Tomar (centro do país) ficaram uma hora às escuras.

Na Alemanha, alguns dos monumentos mais emblemáticos de Berlim, como o Portão de Brandeburgo e a Prefeitura Vermelha, se somaram ao evento mundial.

Várias centenas de pessoas assistiram ao blecaute da Porta da Pariser Platz.

Na Espanha, prédios emblemáticos da geografia local apagaram suas luzes. O palácio da Alhambra de Granada, a Mesquita de Córdoba e a Giralda de Sevilha foram alguns dos exemplos de arte muçulmana do sul da Espanha que ficaram no escuro, na iniciativa também seguida pela fonte de Cibeles e a Porta de Alcalá, em Madri; e a torre Agbar, de Barcelona.

A Torre Eiffel, em Paris, junto com 240 monumentos e edifícios emblemáticos da capital francesa também participaram do evento.

O principal ponto turístico francês permaneceu apagado por apenas cinco minutos, conforme comunicado da Prefeitura de Paris, embora na sua base e durante uma hora foram acesas 1.600 velas colocadas em forma de "60", em referência aos minutos que durou a iniciativa.

Na Itália, o ator e diretor de cinema italiano Ricky Tognazzi acionou o botão para deixar no escuro a Fonte di Trevi de Roma, perante a surpresa de turistas que receberam uma lição improvisada de astronomia por especialistas do planetário da cidade.

A iniciativa também deixou o Coliseu romano e a cúpula da Basílica de São Pedro no Vaticano apagados. EFE rd/ma

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