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Cristina vai à Praça de Maio em busca de apoio político

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, sairá hoje em busca de apoio popular durante um festival de música na Praça de Maio, palco de todas as grandes manifestações políticas do país, convocado especialmente para mostrar a força política do governo. Um palco com uma superestrutura de quase 20 metros de altura e cem metros de largura, capaz de suportar 500 convidados sentados, foi armado na Praça.

Agência Estado |

Os líderes piqueteiros (desempregados subvencionados pelo governo) convocam todos ao ato de apoio à Cristina Kirchner.

Como chefe da tropa de choque de defesa da presidente, o controvertido piqueteiro Luis D’Elia, lidera as convocações populares, junto ao líder dos caminhoneiros e da CGT, Hugo Moyano. Ambos são assíduos freqüentadores das páginas policiais por motivos diversos, mas todos envolvendo atos violentos.

Nos panelaços da classe média portenha na terça-feira e quarta-feira da semana passada, também na Praça de Maio, Luis D’Elia justificou os murros e ataques que cometeu contra produtores rurais: “O que me move é o ódio à oligarquia ruralista”, afirmou diante das câmeras de televisão. Algumas horas depois, na quinta-feira, D’Elia estava no palco oficial onde Cristina fez seu segundo discurso contra as reivindicações ruralistas.

Moyano, por sua vez, sofre com as suspeitas de envolvimento no assassinato de seu tesoureiro, Abel Beroiz, em novembro último. A polícia afirma que o crime foi encomendado e motivado por uma disputa entre as facções da organização sindical de Moyano. A classe média argentina repudia cada vez mais a associação do governo com D’Elia e Moyano. Enquanto D’Elia expulsou os manifestantes dos panelaços da Praça de Maio, Moyano enviou seus caminhoneiros mais duros para os piquetes ruralistas com a ordem de enfrentá-los.

Enquanto isso, os ânimos exaltados dos agricultores e suas famílias no interior permaneciam diante da falta de compreensão da mensagem da presidente e de suas medidas anunciadas ontem, porém não detalhadas, e que, em princípio, cedem parcialmente a algumas reivindicações dos pequenos produtores. Os produtores votarão entre hoje e amanhã, em múltiplas assembléias, quais serão os próximos passos do maior movimento ruralista dos últimos 30 anos no país e que uniu grandes, médios e pequenos agricultores. Até ontem à noite, os agricultores mais resistentes resistiam em desativar os bloqueios.

O desabastecimento se agrava nos grandes centros urbanos, os preços disparam e o fim da queda de braço ainda não dá sinais claros de que esteja próximo. As cenas de centenas de quilos de frutas, legumes e verduras jogados no lixo sensibilizam a população. Depois de vários dias dentro dos caminhões barrados pelos piquetes ruralistas, os alimentos apodreceram e viraram adubo.

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