Cristina transforma inauguração de fábrica em ato eleitoral

Buenos Aires, 24 jun (EFE).- A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, transformou hoje a inauguração de uma empresa de alimentos em um ato proselitista, algo cada vez mais frequente à medida que se aproximam as eleições legislativas deste domingo.

EFE |

A governante viajou especialmente à província de Santiago del Estero, norte do país e histórico bastião do peronismo, para liderar a cerimônia de abertura de uma fábrica de biscoito fortificado para crianças.

"Nós estamos ocupados em fazer, que é o importante", disse Cristina no discurso na fábrica de biscoitos, onde aproveitou para fazer um resumo dos atos de inauguração de obras e dos anúncios de novos investimentos de empresas privadas no país concretizados nas últimas semanas.

A presidente aproveitou o discurso para pedir à oposição "coerência, seriedade, sensatez e previsibilidade" em suas reivindicações.

Ela criticou os candidatos opositores que "mudam diametralmente de opinião" em relação às suas ideias econômicas "em menos de uma semana e em temas estratégicos", em uma crítica ao conservador Francisco de Narváez, principal adversário de Néstor Kirchner nas eleições deste domingo.

Apesar das críticas da oposição e da denúncia que um advogado apresentou perante a Justiça por este motivo, Cristina está há semanas aproveitando cada ato oficial para, em algumas ocasiões de forma explícita e em outras velada, pedir o apoio da população nas urnas.

Na quinta-feira, a presidente deve acompanhar o marido e antecessor (2003-2007), Néstor Kirchner, primeiro candidato a deputado pela província de Buenos Aires, no comício de encerramento de campanha do partido governista Frente para a Victoria.

Mas inclusive na próxima sexta-feira, quando, com a entrada em vigor da proibição eleitoral ficará proibida a atividade proselitista, a chefe de Estado tem em agenda duas atividades em Buenos Aires.

No domingo será renovada metade dos 257 assentos da Câmara dos Deputados e um terço dos 72 do Senado, corpos nos quais o Governo possui maioria própria e que as pesquisas predizem que seguramente deixará de ter. EFE hd/db

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