Cristina recebe Uribe para reunião sobre negociações entre EUA e Colômbia

Buenos Aires, 5 ago (EFE).- A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, recebeu hoje em Buenos Aires seu colega colombiano, Álvaro Uribe, para uma conversa sobre os detalhes do acordo militar que a Colômbia negocia com os EUA.

EFE |

Entretanto, até agora, tais detalhes não foram revelados pelo Governo argentino, que não fez nenhum comentário sobre a reunião, embora fontes oficiais tenham lembrado à Agência Efe que a Argentina "sempre foi contra a instalação de bases de potências estrangeiras na América Latina".

"Esta posição está ainda mais justificada pelo clima de paz que a região vive atualmente", concluíram as fontes.

Uribe completou hoje na Argentina a quarta etapa de uma viagem pela América do Sul destinada a explicar aos seus colegas o acordo que seu Governo pretende assinar com Washington para permitir que tropas americanas usem sete bases militares na Colômbia para operações contra o tráfico de drogas.

Ao término do encontro com Cristina, que durou pouco mais de uma hora, o presidente colombiano disse que teve "uma reunião ampla, na qual uma série de temas importantes" foram discutidos, mas se negou a citar quais.

Uribe deixou a Casa Rosada, sede do Executivo argentino, sem responder a perguntas sobre a reunião com Cristina, na qual também estavam presentes os ministros das Relações Exteriores argentino, Jorge Taiana, e colombiano, Jaime Bermúdez.

Depois da Argentina, o presidente colombiano seguiu rumo ao Paraguai, onde chegou às 20h10 de Brasília. Ele deve se reunir ainda hoje com seu colega local, Fernando Lugo, na residência oficial da Presidência paraguaia.

A viagem de Uribe termina amanhã com reuniões com o chefe de Estado do Uruguai, Tabaré Vázquez, e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até agora, o presidente colombiano ouviu de representantes de Peru, Chile e Paraguai que "cada país é soberano" para admitir ou não a presença de militares estrangeiros em seu território.

Por outro lado, países como Venezuela, Equador, Bolívia e Nicarágua já explicitaram sua oposição a um possível acordo militar entre Colômbia e EUA, enquanto que Chile e Brasil demonstraram certa preocupação com as negociações.

Tanto o Governo colombiano, quanto o americano negam que o convênio em negociação seja uma ameaça para a estabilidade de determinados países ou da região em seu conjunto, como afirma o presidente venezuelano, Hugo Chávez. EFE ms/bba

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