Cristina Kirchner inaugura cúpula da Unasul

A presidente argentina Cristina Kirchner inaugurou a reunião de cúpula da União de Nações Sul-americanas nesta sexta-feira evocando as experiências terríveis no continente de agressões de potências extra-regionais.

AFP |

Os presidentes de 12 países da região reunidos no Hotel Llao Llao de Bariloche tentarão controlar a crise causada pela permissão da Colômbia para que tropas americanas operem em sete bases em seu território.

Entre as experiências terríveis mencionadas, a presidente argentina citou as explosões na embaixada de Israel (em 1992) e da Associação Mutual Judia AMIA (em 1994) ocorridas na Argentina.

Ao dar as boas-vindas aos colegas, Kirchner agradeceu em particular ao presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, por ter aceito participar na cúpula extraordinária de Bariloche.

Mais cedo, Uribe destacou que o terrorismo e os tráficos de armas e drogas geram problemas graves na América do Sul que não podem ser ignorados e que requerem um trabalho comum dos governos da região.

"O tráfico de armas, o narcotráfico, que é finalmente o grande sustento do terrorismo, fazem parte dos projetos de segurança que não podem ser ignorados nos processos de integração", declarou Uribe, que chegou de madrugada a Bariloche.

O presidente colombiano antecipou que, diante de seus pares do Unasul, destacará que "todo processo de integração deve levar em conta os interesses essenciais de cada um dos países signatários e a segurança é um interesse essencial da Colômbia, como deve ser de todos".

"Várias gerações de colombianos não viveram um dia completo de paz. Estamos melhorando, mas ainda não superamos esta violência. E isto precisa de grande compreensão de todos os processos de integração da comunidade internacional", explicou.

"Nós não podemos desvincular as expectativas dos processos de integração do desejo dos colombianos de superar esta longa noite de violência", destacou.

Uribe insistiu que a violência vem atingindo especialmente os mais pobres de seu país. Eles são os maiores afetados pelos deslocamentos e foram os maiores afetados com o aumento da pobreza no país derivado da violência.

str-hov/lm/cn

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG